A Avó Explica. Como sempre, acompanhei a emissão do dia de Nossa Senhora de Fátima

Maria tem 75 anos e todas as semanas conta-nos as melhores coisas que viu na televisão. Esta semana tem de destacar a emissão em Fátima.

A emissão desde Fátima foi um dos pontos altos da semana

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Quem é que sabe tudo o que se passa na televisão portuguesa? Quem é aquela pessoa que reconhece todas as personagens da novela, tem noção de todas as tramas, vibra com os apresentadores da manhã e não perde pitada do que se passa à tarde?

A avó, claro. A avó adora os canais generalistas (confessa-nos esta avó que é fã de Cristina em particular) e é uma verdadeira enciclopédia no que diz respeito à televisão portuguesa. Maria Fernanda Simões tem 75 anos e é a autora da rubrica da MAGG, “A Avó Explica”. Todas as semanas, é ela quem nos conta o que de mais interessante aconteceu na televisão.

Este é o seu sétimo texto.

Na última semana que passou, começo por falar do dia 13 de maio, o dia de Nossa Senhora de Fátima. Como crente, passei o dia a acompanhar a emissão na TVI. Quando era pequena lembro-me de ir com os meus pais e irmã à missa. Agora, em vez de estar lá presencialmente acompanho a emissão pela televisão, uma vez que o respeito e a fé têm perdurado pela vida fora. Um momento de grande emoção é a oração aos doentes – uma ocasião de profunda reflexão, muita fé e até algumas lágrimas.

O adeus à Virgem é também muito bonito e emocionante. Depois da missa, a Nossa Senhora sai do altar principal e faz o cortejo até à capelinha das aparições. É sempre uma imagem impressionante, com muitos lenços brancos a acenar.

Continuando na TVI, devo dizer que gostei muito dos programas da manhã e da tarde. No “Você na TV”, houve um assunto que me tocou particularmente: os animais. Celebraram-se os animais de estimação, e o programa acompanhou o dia a dia de um veterinário. Para quem gosta de animais como eu, em particular de cães, deve ter ficado presa ao ecrã. Eu pelo menos fiquei.

Foi também dito no programa que devemos olhar para os animais como pessoas, e eu concordo. Com as devidas ressalvas, obviamente, mas concordo. A atriz Sara Prata, convidada para este segmento, falou que os seus três cães são os seus amores de quatro patas – e eu concordo em absoluto porque tenho um labrador que é o meu fiel amigo e companheiro. Só lhe falta mesmo falar.

Fiquei tão obcecada com toda esta temática que nem sequer reparei que o cenário do programa das manhãs da TVI tinha mudado. Gosto. Acho que está mais leve.

Sara Prata e um dos seus cães

Passando das manhãs para as tardes, gostei muito de ver o “A Tarde é Sua”, o programa da Fátima Lopes. Gostei muito da festa surpresa que prepararam à apresentadora pelos 50 anos e 25 anos de carreira. O cenário do programa estava muito bonito, decorado com imensas flores e, à primeira vista, parecia um bonito jardim.

Foram vários os convidados que marcaram presença nesta celebração, desde os pais e filha da apresentadora até aos membros que compõem a equipa do programa. O cão da apresentadora, o Brownie, também passou por lá. No final, juntaram-se todos à volta da Fátima, junto de um bolo muito bonito, e apareceu o Toy a cantar. Foi engraçado.

Mas também na Cristina houve um momento que mereceu a minha atenção. Rui Correia, eleito professor do ano, foi convidado para o “O Programa da Cristina” e tem uma maneira engraçada de ensinar. Não há dedos no ar, por isso usa um sistema de copos. O copo verde em cima da mesa significa que o aluno entendeu a matéria, já um copo amarelo significa que o aluno não percebeu bem. Assim, quando existem copos desta cor, o professor volta atrás e tenta explicar de outra forma. “Nenhum aluno aprende quando está mal disposto”, disse o professor, e eu concordo. Por isso, esta é uma maneira de conseguir um ambiente atrativo para se ensinar.

O professor do ano a explicar o método dos copos a Cristina Ferreira

Termino com duas notícias que me chocaram ligeiramente: a primeira é que são necessários três meses para se conseguir agendar o cartão de cidadão. Acho surreal esta situação acontecer. Uma pessoa não devia estar tanto tempo à espera.

Outra foi a questão do acordo ortográfico. Continuo a escrever algumas palavras como aprendi. Na minha modesta opinião, sou contra o acordo ortográfico. Houve inclusive uma professora que foi entrevistada que afirmou ter-se reformado mais cedo para não ter de ensinar aos alunos uma escrita com a qual não concorda.

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