Uber testa nova funcionalidade que vai agradar a muita gente

Quando pede um Uber Black pode controlar o ar condicionado e pedir ajuda com as malas. Agora há outra coisa que pode pedir antes da viagem.

O Uber Black é mais caro do que o UberX, chegando por vezes a duplicar o valor

Uma das diferenças mais vezes apontadas pelos utilizadores de táxis e de Uber, logo que o serviço chegou a Portugal, é o facto de os motoristas desta plataforma serem mais simpáticos e atenciosos, o que é bom, claro, mas pode não ser exatamente aquilo que toda a gente procura quando precisa de um transporte deste género. Poder fazer uma viagem de carro em silêncio e aproveitar para descansar, ouvir música ou enviar mails é valorizado por muitas pessoas, que não gostam de conversa de circunstância com os motoristas.

E para quem realmente aprecia este silêncio, a Uber criou uma nova funcionalidade, o “modo silencioso”. Esta opção existe apenas quando se pede um Uber Black, serviço premium da Uber, e serve para avisar o motorista de que não se quer conversa durante a viagem.

Quem escolhe o Uber Black, que é mais caro do que o UberX, já tem a possibilidade de escolher a temperatura do carro, pedir para o motorista esperar mais algum tempo ou pedir ajuda com a bagagem. Mas agora pode definir ainda se quer que o motorista diga ou não mais do que um “bom dia”.

Esta diminuição de interação entre motorista e passageiro faz com que os passageiros acabem muitas vezes por ter pontuações menos boas na app da parte do motorista, e que passem por momentos constrangedores, segundo experiências partilhadas no Twitter. “Tive vários motoristas da Uber muito conversadores a reagirem mal ao facto de eu pedir para não falarem. Para alguém com ansiedade, como eu, é assustador. E as mulheres que andam sozinhas sentem-se muitas vezes ameaçadas”, “80% das viagens que faço, os motoristas metem conversa, mesmo quando me veem a pôr auscultadores nos ouvidos. Houve um que parou o carro, virou-se para trás e começou a acenar para eu tirar os auscultadores e ele me perguntar de onde eu era.”

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