Ver um filme na Netflix consome a mesma energia que aquecer água para 60 chás

Espera-se que o mercado do streaming duplique ou até triplique até 2030. Investigadores alertam para o impacto ambiental desse crescimento.

Para algumas faixas etárias, o streaming já tem mais peso do que a televisão tradicional

Ainda alguém se lembra de como era esperar pela hora certa do programa na televisão? De facto, plataformas como a Netlix ou a HBO são um sossego. Basta ligar a televisão ou o computador (e até o telemóvel), escolher a série, o episódio e esperar que a magia aconteça.

Mas calma amantes do streaming, nem tudo é positivo neste imediatismo televisivo. Ver um filme em streaming consome tanta energia como aquecer uma chaleira para fazer 60 chávenas de chá. Os investigadores fizeram as contas tendo como base uma chaleira doméstica que faz aproximadamente seis chávenas de chá e usa aproximadamente um kilowatt-hora (kWh) de energia por fervura.

O resultado foi divulgado por Mike Hazas, investigador da Lancaster University, ao “The Times“, este sábado, 11 de maio. Para a pesquisa, os investigadores acompanharam a atividade online de várias pessoas, desde adolescentes a reformados, e descobriram que a transmissão de vídeos em streaming era a principal fonte de entretenimento, superando a transmissão mais tradicional e também o DVD ou Blu-ray.

O forte consumo energético desta atividade está relacionado com a forma como a internet transmite o seu conteúdo por vários locais antes de ser visto. Um vídeo em streaming é enviado para centros de computadores físicos pertencentes a empresa e, depois, direcionados de volta para o utilizador, seja qual for a parte do mundo onde se encontra.

Isso significa que um vídeo visto por um consumidor no Reino Unido, por exemplo, pode primeiro ser enviado para os Estados Unidos antes de lhe ser devolvido, e isso acontece todas as vezes que um novo utilizador clica no mesmo vídeo.

Os especialistas que participaram na investigação alertam para o facto de a expansão do streaming estar a contribuir para um sobrecarregamento dos recursos de energia e para o aumento da emissão de gases com efeito de estufa. Isto porque se espera que plataformas como a Netflix, o Amazon Prime ou o YouTube continuem a crescer e que a procura pelo streming duplique ou até triplique até 2030.

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