Portugal voltou a bater recordes no ano passado. Foram 12,76 milhões os turistas que escolheram o nosso país para umas férias e, tendo em conta a fila do elétrico 21 em Lisboa, não nos parece que o número tenha baixado nos primeiros meses deste ano.

Há novos hotéis, reforçam-se as linhas de autocarro, fazem-se festas para aproveitar os jardins das cidades e, claro abrem-se restaurantes em todas as esquinas. Além de ser preciso alimentar estes milhares de estrangeiros, também há muito português a querer lançar-se no mercado gastronómico, seja com restaurantes a servir umas boas e tradicionais migas alentejanas, ou saltar oceanos e continentes para pôr no prato um ramen, um poke ou um prato de húmus.

Abriu um novo restaurante com delícias alentejanas em Lisboa

Fizemos a seleção de vinte restaurantes, entre Lisboa e Porto, que servem de amostra a todo um país que passou a servir o mundo.

1. Yallah, Lisboa

Portugal acordou para a comida do Médio Oriente e, em Lisboa, deu-se um boom de restaurantes que mostram o que de melhor se come nessa zona do mundo. Yallah é um dos mais recentes e, num conceito de comprar e levar — ainda que haja uma mesa comunitária com espaço para dez pessoas — servem pratos de Israel, Síria e Líbano.

No restaurante, que fica no Bairro Alto, há húmus (6€), falafel (5€), tabbouleh (6€) e salada de beringela com romã, feta e coentros (7€). Quanto aos doces, serve-se mousse de chocolate com cardamomo (4€) e malabi, um pudim de leite com água de rosas (4€).

Morada: Rua do Loreto, 54, Lisboa
Horário: 12h-24h (fecha à segunda-feira)

2. Capim Limão, Lisboa

“Não é uma tasca nem é um restaurante de cozinha de autor. É um espaço com alto astral, com comida feliz”, explica Cláudia Mello, que abriu o Capim Limão para servir comida de conforto, ainda que com opções saudáveis.

Há risoto de mozarela de búfala e tomate cereja (11,80€), moqueca de peixe (14,90€) e salada de lentilhas (6,90€), por exemplo. A carta não é grande, mas deixa espaço para sobremesas. Deixe também. Vale a pena provar o crumble de pera (5,80€) e bolo mole de chocolate (5,80€), que ainda vem quente para a mesa.

Morada: Rua Sousa Martins, 15B, Lisboa
Horário: 12h-21h, sábado 12h-15h30 (fecha aos domingos)

3. L’Origine, Lisboa

Depois da experiência no Refeitório do Senhor Abel, em Marvila, a dupla Chakall e o pizzaiolo siciliano Roberto Mezzapelle voltaram a unir forças para abrir um novo restaurante italiano, desta vez no Parque das Nações.

A originalidade continua a ser marca diferenciadora e no L’Origine comem-se pizzas com massa de beterraba, gengibre ou carvão vegetal. Mas seja qual for o pedido, fica-se com a certeza de que a massa é deixada em maturação lenta de 32 a 72 horas. “O resultado é uma pizza leve e fácil de digerir”, explicam na apresentação da carta.

Morada: Rua da Pimenta, 103, Parque das Nações, Lisboa
Horário: 12h-15h30, 19h30-24h (fecha à segunda-feira)

Sam Pastelaria. Bolos sem açúcar, mas com todo o doce que Lisboa merece

4. Vegan Junkies, Lisboa

Abriram em Lisboa para provar que os vegan não comem só salada. Tudo no Vegan Junkies é frito, tem molho e vem acompanhado de batatas fritas e cerveja.

O hambúrguer mais pedido, dentro das cinco opções disponíveis, é o The Notorious BIG, Juicy feito em pão de cebola roxa, cebola caramelizada, maionese de sriracha, queijo cheddar, cebola frita e salada (8,99€).

As sobremesas são igualmente pecaminosas. A Death by Chocolat (4€) é um bolo de chocolate e Oreo e a This is Peanuts (3,50€) é uma tarte de manteiga de amendoim.

Morada: Rua Luciano Cordeiro, 28, Lisboa
Horário: 18h-24h (a partir de dia 13 de maio abre para almoços, entre as 12h e as 15h)

5. Big Fish Poke Bar, Lisboa

Abriu em Lisboa um restaurante que leva o conceito de poke bowl a outro nível. No Big Fish, é o chef Luís Gaspar quem prepara os pratos, que têm sempre como base o arroz feito à temperatura exata, com toppings que vão do salmão ao atum, polvo ou tofu.

As sobremesas são uma surpresa e o arroz doce de coco e manga entrou para o top das melhores que a MAGG provou nos últimos tempos.

Morada: Rua da Moeda, 1G, Lisboa
Horário: 12h-24 (à sexta-feira e ao sábado fecha à 1h)

6. Sauvage, Lisboa

O Savauge é novo restaurante de fine dining de Lisboa, mas não quer dizer que não seja para todas as carteiras. Aos almoços, os menus custam 10€, com direito a um prato de carne ou peixe, estabelecidos previamente pelo chef, uma sopa ou sobremesa, uma bebida e ainda café.

Fora desse menu especial, são mais de 30 as opções, elaboradas pelo chef Ricardo Gonçalves, desde nigiri de pato fumado com molho teriyaki de laranja; taco com recheio de carne de porco desfiada, alface romana e molho barbecue (9€, duas unidades) ou foie gras com pão de focaccia e espuma de café (10,50€).

Morada: Av. António Serpa, 9A
Horário: 12h-15h30, 19h-24h; sexta-feira até à 01h; sábado, das 12h30 às 16h e das 19h à 01h

7. Sam Pastelaria Saudável, Lisboa

Tomou conta da cafetaria da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa, e oferece um menu que vai do almoço ao brunch de fim de semana.

No Sam há sempre uma opção de peixe ou carne e outra vegetariana, além de tostas, saladas e um brunch que se divide em três: na Combinação Vieira Café (10€), o brunch conta com pão de trigo barbela da Gleba, bolo, ovos mexidos, iogurte com fruta e granola, queijo, presunto, compota sem açúcar, manteiga, bebida quente, sumo e café. A Combinação Sam é composta pelo pão da Gleba e pão de batata doce, bolo de banana, iogurte com fruta e granola, batata doce recheada com frango, sopa, ovos mexidos, queijo fatiado, queijo fresco, compota, manteiga, mel, bebida quente, sumo e café. Já na Combinação Vegan (10€) há pão, tapioca salga, bolo vegan, iogurte vegetal com granola e fruta, sopa, húmus, palito de vegetais, compota, pasta de amendoim, bebida quente, sumo e café.

Morada: Praça das Amoreiras, 56, Lisboa
Horário: terça a sábado 10h-18h

Capim Limão. O restaurante que nos quer ver felizes

8. The Royal Rawness

Marvila está cada vez mais a assumir-se como o bairro a ter debaixo de olho. São cervejeiras, galerias de arte e agora também restaurantes a ocupar os armazéns que, até, agora, estavam vazios na zona mais oriental de Lisboa.

O The Royal Rawness é um desses exemplos e desde o início de Abril que serve pequenos-almoços compostos, seja qual for a hora do dia. Há sumos, ovos, tostas, panquecas e café de especialidade. E atenção, a torra é feita no próprio restaurante.

Morada: Praça David Leandro da Silva, 2, Lisboa
Horário: 9h-18h (fecha ao domingo)

9. Tsukiji

O chef Paulo Morais não para de surpreender Lisboa. Este mestre de sushi, ainda que não tenha abandonado o mítico Kanazawa, um dos mais exclusivos restaurantes da cidade, onde só se sentam oito pessoas de cada vez, abre agora o Tsukiji, um restaurante no qual o peixe continua a ser protagonista.

O menu desgutação é feito na hora e sempre em volta de um só peixe, do qual o chef aproveita tudo, até as escamas.

Na carta também há pratos de marisco, de carne e três pratos vegetarianos.

Morada: Rua dos Jerónimos, 12, Lisboa
Horário: 12h-15h, 19h-23h (sexta, sábado e domingo faz horário contínuo)

10. Ajitama

Serviram 600 ramens em casa e, ainda assim, a fila de espera era de 1800 pessoas. O Ajitama passou finalmente a restaurante e a fila de espera, ainda que não seja de milhares, faz-se ver todas as noites na Duque de Loulé.

A carta tem cinco ramens, dois deles com as receitas que serviram quando ainda funcionavam como supper club. O Shio (13€), feito numa combinação de caldo de elementos marítimos (dashi) com caldo de galinha e o Shoyu (12€), feito com caldo de galinha e dois tipos de molhos de soja japoneses. Há ainda o Miso (13,50€), feito numa mistura de miso branco e vermelho, o Veggie (13€), com base de abóbora de Hokkaido e aquele que é apresentado como “a especialidade da casa”. Chama-se Hakata Tonkotsu (14,5€) e foi pensado para quem gosta de comida mais intensa, uma vez que o caldo é feito com porco cozinhado por, pelo menos, 18 horas.

Morada: Avenida Duque de Loulé, 36, Lisboa
Horário: 12h-15h, 19h30-23h30, sextas-feiras e sábados até às 00h30 (fecha domingo e segunda-feira)

11. Mamasan, Lisboa

É um restaurante japonês, mas não espere aqui encontrar sushi nem ramen. O Mamasan abriu em Santos e tem como especialidade o yakitori, pequenos espetos grelhados em carvão.

As opções de frango são as mais tradicionais, mas aqui há também espetadas de porco, camarão e até dois pratos vegetarianos: a kyabetsu, com couve coração e manteiga de chili e a nasu, com beringela.

Morada: Calçada Marquês de Abrantes, 140, Lisboa
Horário: 19h-24h (fecha domingo e segunda-feira)

Big Fish Poke Bar. Quando o peixe com arroz numa taça ganha um toque de chef

12. Tayybeh, Lisboa

Ramia e a Alaa têm 36 anos, são refugiados da Síria e vieram para Portugal há três anos para aqui poderem começar uma nova vida. Abriram em fevereiro o Tayybeh em Moscavide, um restaurante onde servem a comida mais tradicional do seu país.

Para entradas há húmus e yalanji, um prato feito com folhas de videira recheadas com arroz, tomate, salsa, hortelã, azeite e molho de romã. Nos pratos principais destacam-se a molokhia, feita com com frango, coentros, alho e nozes e o uzi, massa recheada com arroz basmati, ervilhas, cenouras, carne picada e nozes. Para sobremesa, um clássico. Baklava de pistácio, que fica ainda melhor com o café Damascus, importado da Síria.

Morada: Estrada de Moscavide, 62A, Lisboa
Horário: 19h-22h (fecha ao domingo)

13. Degust’AR, Lisboa

A pensar em satisfazer os desejos dos lisboetas fãs da comida alentejana, abriu na zona do Saldanha o Degust’AR, um restaurante que tem quatro cartas diferentes.

Há um menu de almoço, um espaço de bistrô, uma carta de jantar e um menu degustação que custa 54€ (sem bebidas). Mas seja qual for a a opção, toda a carta respira Alentejo. Há cação de coentrada (16€) ensopado de borrego (12€), bochechas de porco ibérico (10€) e para sobremesa, sericaia, sopa dourada e encharcada conventual (todas a 4€).

Morada: Rua Latino Coelho, 63A, Lisboa
Horário: 12h-23h

14. Bianco Delizioso, Lisboa

O novo espaço da Rua dos Fanqueiros traz-nos delicias italianas que fogem às que estamos habituados a provar. Aqui os protagonistas são outros. Há as pinsas romanas (9,5€ a 16,5€), que vêm substituir as tradicionais pizzas, utilizando uma massa diferente: tem três tipos de farinha, misturando trigo, soja e arroz, o que faz com que haja menos hidratos de carbono e gorduras. Depois, há o arrosticini (1 a 1,5€ por espetada), uma comida típica da zona de Abruzzo, em Itália, que consiste em espetas de carne de ovelha e de fígado de vaca, havendo também opções com vaca, frango ou porco.

Morada: R. dos Fanqueiros 308, 1100-213 Lisboa
Horário: segunda-feira a sábado, 11h30-15h e das 19h-23h; fecha ao domingo

15. Camélia, Porto

Abriu de frente para o Douro, num restaurante que quase parece um jardim. A carta do Camélia acompanha a originalidade do espaço e nos ovos, há a versão mexidos com bacon (5,50€), benedict (6€ com cogumelos, 6,5€ com salmão e omelete (7€). Nas bowls, destacamos a de tataki de atum (6€) e a vegan (5,50€), com gnocchi de raízes e pesto de manjericão. Há também tapiocas, tostas e hambúrgueres, mas é nas panquecas que marcam a diferença. O destaque aqui vai mesmo para as panquecas Dutch Baby que, demoram 20 minutos a serem feitas — avisa a carta — mas que fazem valer a pena a espera. Levam Oreo, framboesa, toffee, frutos secos e flores comestíveis (6,50€).

Morada: Rua do Passeio Alegre, 368, Porto
Horário: 9h-19h (fecha à seguda-feira)

16. Surya, Porto

É um restaurante de comida oriental e abrange desde o sushi ao ramen, passando por clássicos como os crepes de camarão e o gelado de chá verde para sobremesa.

Se optar por um ramen, saiba que no Surya as opções são três: de vaca (12,90€), de camarão (13,90€) e vegetariano (12,90€).

Morada: Rua de Cedofeita, 516, Porto
Horário: 12h-15h, 19h-23h (fecha ao domingo)

17. Tasca Vasco, Porto

Fechou o Panca, um restaurante especializado em ceviche, para dar lugar ao Tasca Vasco, o mais português dos restaurantes do grupo Cafeína.

Há picadinho de carapau (5,50€) para petisco ou bacalhau com grão (11€) para prato principal. Da lista de sobremesas, há uma que chama mais a atenção: mousse de chocolate com farofa de coco e gelado de caramelo (6€).

Morada: Rua Sá de Noronha, 61, Porto
Horário: 12h-00h30. Quinta, sexta e sábado até à 1h

Camélia. O novo brunch que é servido com vista para o Douro

18. Viet View, Porto

A vietnamita Ha Nguyen e o brasileiro Fábio Campos abriram um restaurante no Porto. Pode parecer uma mistura improvável, mas a verdade é que a cidade ganhou o primeiro espaço de verdadeira comida do Vietname, onde se servem sopas, saladas e massas e arroz feitos no wok.

Na ementa do Viet View, o casal destaca três pratos como os mais recomendados: um caldo de carne de vaca com massa de arroz (12,50€), uma salada de massa e carne de vaca (12,80€) e a mesma salada de massa, mas desta vez com frango (12,80€)

Morada: Rua de Cedofeita, 502, Porto
Horário: 12h-15h, 19h-23h (fecha ao domingo)

19. Piccolo Camafeu, Porto

A chef americana Angela Sellers está à frente deste restaurante da Praça Carlos Alberto, onde são servidos pratos feitos com requinte, mas a preços que não impedem ninguém de entrar.

A bolonhesa do Piccolo Camafeu, por exemplo, é feita com vitelo com molho de tomate, queijo parmegiano e basílico e custa 10€. Já a massa de cogumelos, leva shitake e portobello, cebolinho e mascarpone (12€).

Morada: Praça Carlos Alberto, 85, Porto
Horário: 8h-17h (fecha à segunda-feira)

20. The Hub, Porto

É um restaurante aberto 24 horas por dia, mas também tem espaço para arte contemporânea e até uma biblioteca de livros a serem consultados pelos clientes.

Fica no interior do Porto Palácio Hotel e todos pratos foram criados pelo chef André Silva. Há lulas em pão brioche com tinta de choco e cachaço de porco preto com cenoura assada e legumes para pratos principais, ou salmão com rábano e algas e o tofu com molho teriyaki mais a pensar num ou noutro petisco.

Morada: Avenida da Boavista, 1269, Porto
Horário: não fecha