Afinal as passadeiras de Arroios não vão ser pintadas de todas as cores

Segundo a presidente da junta, a medida é "ilegal". No entanto, não descarta novos movimentos de sensibilização no dia 17 de maio.

Dia 17 de maio comemora-se o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia

A medida de pintar as passadeiras na zona de Arroios com as cores da bandeira LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexo) já não vai ser posta em prática. A proposta feita e aprovada pela Assembleia de Freguesia de Arroios assinalava o dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.

O plano era pintar as várias passadeiras da avenida Almirante Reis, em Arroios, de arco-íris, no próximo dia 17 de maio, mas isso já não vai acontecer.

A presidente da junta de freguesia de Arroios, Margarida Martins, afirmou ao “Observadorque a medida não pode ser posta em prática por ser ilegal, uma vez que, por lei, as sinalizações rodoviárias têm de estar pintadas de branco. Quando foi aprovada “não se pensou no assunto”, esclarece à mesma publicação.

Isto não quer dizer que não se assinale a data. A presidente da junta afirmou que em substituição serão criados novos movimentos de sensibilização, mas que estes ainda estão por definir: “Estamos a falar com todas as entidades para chegar a um consenso”.

Apesar de não se chegar a realizar, esta foi uma medida que gerou alguma polémica nas redes sociais. Apesar de ter sido proposta pelo CDS-PP, houve membros dentro do partido que acharam a proposta descabida e mostraram o seu desagrado no Facebook. Abel Matos Santos, líder da fação Tendência Esperança em Movimento do CDS, ou João Gonçalves Pereira, vereador do CDS-PP da Câmara de Lisboa, foram alguns que utilizaram as redes sociais para mostrar que não concordavam com a medida.

A polémica fez com que o CDS de Arroios se justificasse duas vezes no Facebook. A primeira remetia para a ideia de “não confundir a afirmação da não discriminação de pessoas com a defesa de uma ideologia de género”, que dizem ser uma característica de “alguma Esquerda”. Na segunda publicação rejeitam “qualquer tentativa de colagem a uma posição oficial do CDS em Lisboa ou Nacional”.

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