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“The Act”. As fotos perturbadoras do local do crime

A madrasta de Gypsy encontrou ADN da rapariga no congelador. Atenção: as fotos podem chocar os leitores mais sensíveis.

Dee Dee sofria do síndrome de Münchhausen, e convenceu o mundo de que tinha uma filha doente

Se chegou até ao sexto episódio da série “The Act” sem ler nenhuma notícia sobre a história verdadeira, neste momento já não tem dúvidas sobre o que aconteceu. A história da Hulu, em exibição na HBO Portugal, está prestes a terminar — só faltam dois episódios —, e tornou-se claro que Dee Dee Blanchard foi assassinada pelo namorado da filha, Nicholas Godejohn.

Gypsy era uma criança perfeitamente normal. Com exceção de um pequeno problema na vista, era tão saudável como qualquer outra pessoa. Só que a mãe recusava-se a aceitar isso: Dee Dee sofria do síndrome de Münchhausen, e convenceu o mundo de que tinha uma filha doente — o objetivo era chamar as atenções para si mesma e mostrar o sacrifício que tinha de fazer para conseguir o bem-estar de Gypsy. Além de andar de cadeira de rodas e ser alimentada por uma sonda, a jovem achava que era muito mais nova do que era na realidade, nunca estava sozinha e era obrigada a rapar o cabelo.

Nicholas foi condenado a prisão perpétua

Foi Gypsy quem comprou a faca que matou Dee Dee, mas os golpes mortais foram desferidos por Nicholas. Em junho de 2015, o rapaz entrou em casa quando a mulher de 48 anos já estava a dormir. Gypsy entregou-lhe luvas, fita adesiva e a faca, escondendo-se de seguida na casa de banho. Nicholas dirigiu-se ao quarto e, confessaria mais tarde à polícia, esfaqueou a mulher que dormia de costas para baixo.

“Eu ouvi-a gritar uma vez, e houve mais gritos, mas não como nos filmes de terror. Como se fosse um grito de surpresa, ela perguntou: ‘Quem está no quarto?’. Ela gritou o meu nome umas três ou quatro vezes”, contou Gypsy, conforme cita a ABC News. “Nesse momento eu queria tanto ir ajudá-la, mas estava com medo de me levantar. Era como se o meu corpo não se mexesse. De repente, ficou tudo silencioso”.

De seguida, o casal teve sexo na cama de Gypsy. Numa entrevista ao “Springfield News-Leader“, Nicholas contou que “fizemos os três”, referindo-se a sexo oral, anal e vaginal.

Gypsy Rose encontra-se a cumprir dez anos de prisão por homicídio de segundo grau

Dali partiram num táxi para o motel onde Nicholas estava alojado. Segundo contou mais tarde Gypsy, a jovem então com 19 anos sentia-se entusiasmada por começar uma vida nova, mas os pequenos surtos de felicidade oscilavam com as lágrimas da culpa e saudades da mãe. 

Também não foi fácil para Nicholas. “Senti-me horrível com aquilo. Quando eu e ela estávamos no quarto do motel, ela continuava a dizer-me: ‘Para de chorar, para de chorar. Não há razão para chorares, a ideia foi minha, não foi tua'”, recordou Godejohn à 20/20, cita a ABC News. “Eu rezei assim que cheguei ao motel. Tentei fazer com que a alma da mãe dela me perdoasse.”

Atenção: as imagens podem chocar os leitores mais sensíveis.

A polícia encontrou o corpo de Dee Dee na noite de 14 de junho, poucos dias depois do assassinato. O alerta foi dado pelos vizinhos depois de verem uma mensagem no Facebook que Dee Dee e a filha partilhavam. “A cabra morreu”, lia-se na publicação. A ideia de escrever este texto partiu da própria Gypsy que, disse mais tarde, “não suportava a ideia de que levaria meses até que a encontrassem”.

No início, a polícia acreditava que Gypsy podia ter sido raptada — afinal, os relatos dos vizinhos apontavam para uma criança numa cadeira de rodas, seriamente doente e incapaz de sobreviver sozinha. Só que as peças não batiam certo. Através do endereço IP do computador usado para fazer a publicação no Facebook, as autoridades chegaram a uma morada em Wisconsin. Era a casa de Godejohn. Gypsy estava lá e ambos foram detidos.

Do armário dos medicamentos ao ADN no congelador, a polícia e família de Gypsy encontraram algumas coisas macabras dentro da amorosa casa cor-de-rosa de Dee Dee. Veja as imagens.

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