NASA fotografa aurora boreal que tem tanto de bonita como de perigosa

É um dos espetáculos mais impressionantes da natureza, mas as auroras boreais podem destruir a civilização tal e qual como a conhecemos.

Em 1859, uma forte explosão solar afetou os sistemas de telegrafia. Alguns deixaram de funcionar, outros enviaram choques elétricos para as telegrafistas

As cores no céu, as nuvens, o reflexo na água e a paisagem verdejante. A fotografia divulgada pela NASA este domingo, 21 de abril, foi tirada por Juan Carlos Casado na Islândia em 2016 e é absolutamente impressionante. Infelizmente, um fenómeno como este tem tanto de bonito como de perigoso.

“Admira a beleza mas teme a besta. A beleza é a aurora boreal, aqui na forma de uma espiral verde, vista entre nuvens pitorescas com a lua brilhante ao lado e estrelas ao fundo. A besta é a onda de partículas carregadas que cria a aurora, mas poderia, um dia, prejudicar a civilização”, explica o especialista.

Por outras palavras, uma aurora boreal resulta da colisão de partículas elétricas do sol com a atmosfera da Terra. Ora se por acaso houver uma forte explosão solar, a colisão poderia afetar as redes de comunicação do planeta.

A fotografia foi tirada na Islândia

Só existe registo de uma situação semelhante, que aconteceu em 1859. No auge do ciclo solar, foram vistas auroras um pouco por todo o mundo, desde o hemisfério norte até às Caraíbas.

O fenómeno afetou os sistemas de telegrafia. Alguns deixaram de funcionar, outros enviaram choques elétricos para as telegrafistas. Também houve registo de postes telegráficos que geraram faíscas, bem como de sistemas telegráficos que continuaram a enviar e a receber mensagens, mesmo depois de as fontes de alimentação terem sido desligadas.

A mais intensa tempestade solar alguma vez registada aconteceu quando as infraestruturas de telecomunicações se limitavam às redes telegráficas. Se um fenómeno destes acontecesse hoje, explica Juan Carlos Casado, “danificaria as redes elétricas e aparelhos eletrónicos de todo o mundo, numa escala nunca antes vista”.

Segundo os estudos, existe uma probabilidade de 12% de acontecer um fenómeno semelhante entre 2012 e 2022.

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