A detenção na passada quinta-feira, 11 de abril, de Julian Assange, fundador da WikiLeaks, foi mediática. Não só porque constituía uma violação dos direitos humanos, segundo as Nações Unidas, como deixava sérias dúvidas em relação ao destino do gato que desde 2016 era a companhia do ativista australiano. Quem o levou e para aonde? Agora já se sabe, e podemos todos suspirar de alívio.

Segundo a “Sputnik News”, citada pelo jornal britânico “Independent”, um representante da Embaixada do Equador revelou que o gato foi retirado em meados de setembro.

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“[O gato] não está aqui desde setembro, creio. Foi levado por pessoas associadas ao Sr. Assange há muito tempo. Não está aqui. Não somos uma loja de animais, por isso não os mantemos aqui”, revelou a mesma fonte.

Um novo vídeo publicado na conta oficial da WikiLeaks no sábado, 13 de abril, parece desfazer todas as dúvidas. É que a julgar pelas imagens, o animal está bem de saúde e até já tem uma casa onde ficar.

O vídeo, com duração de 23 segundos, mostra o gato a assistir à detenção do dono na televisão. No entanto, desconhece-se o seu verdadeiro paradeiro e o seu novo dono.

“Podemos confirmar que o gato de Assange está em segurança. Julian pediu aos seus advogados que o salvassem das ameaças da Embaixada em outubro”, pode ler-se na mensagem deixada pela WikiLeaks. Na mesma publicação, a organização deixou a promessa: “Em breve voltarão a reunir-se.”

11 fotos

O paradeiro do gato tinha sido posto em causa depois de, segundo escreve o “Independent”, o ativista ter recebido um ultimato da Embaixada do Equador para que, além de pagar a sua estadia no edifício, tivesse atenção à higiene do animal.

“As regras indicavam que ele [Assange] deveria zelar pelo bem-estar do animal. Caso contrário, arriscava-se a perdê-lo”, lê-se na mesma publicação que cita a “BBC”.

Terá sido nessa altura que as relações entre o informático e a embaixada azedaram. Desta forma, Assange terá libertado o gato para o salvar do isolamento.

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O famoso Gato da Embaixada, tal como é conhecido, terá sido adotado pelo ativista em meados de 2016 e depressa conquistou os corações dos utilizadores um bocadinho por toda a internet.

É que o animal até tem conta em redes sociais como o Twitter e o Instagram — e faz cada vez mais sucesso, apesar de não haver publicações novas desde há dois anos.