As palhinhas querem-se de materiais como bambu ou papel, os supermercados estão a fazer desaparecer o plástico e até já há mochilas feitas a partir de garrafas recicladas: nunca a população esteve tão ciente da necessidade de proteger o ambiente e são várias as iniciativas mundo fora a trabalhar num objetivo comum: proteger o planeta.

Mas a verdade é que, por mais que se passe o alerta por uma vida mais verde, ainda são muitas as pessoas que não hesitam em deitar uma beata ou um papel para o chão, que não fazem reciclagem e que não têm qualquer preocupação em preferir materiais renováveis.

Para chamar a atenção para a necessidade de proteger os recursos naturais, a escola básica da Costa Nova, que pertence ao agrupamento de escolas da Gafanha da Encarnação, no concelho de Ílhavo, lançou uma mensagem sobre a fragilidades dos oceanos com uma iniciativa original: decorou uma sarjeta.

Novo relatório alerta: estamos a transformar os oceanos em mares de plástico

Partindo de um desafio lançado pelo programa Eco-Escolas, a escola básica da Costa nova decorou um escoadouro, que tem como função a recolha e o escoamento das águas pluviais, transportando vários resíduos como beatas de cigarros ou plásticos.

Para alertar a população para os perigos que advêm do simples ato de deitar lixo para o chão e que acaba acumulado nas sarjetas, o grupo da escola básica pintou uma sarjeta de azul, como referência aos oceanos, e acrescentou a frase “o mar começa aqui” em duas línguas, português e inglês, de forma a ser lida também pelos turistas que visitam a região.