Crítica. O Monte do Giestal é um paraíso de descanso com comida alentejana à mistura

No litoral alentejano, este monte é ideal para um fim de semana a dois ou em família. Há lareira para o frio e piscinas para o calor.

O Monte do Giestal abriu portas em 2011

Quando entrei no meu carro pelas 18 horas de uma sexta-feira rumo ao Monte do Giestal — Casas de Campo e Spa, lembrei-me de ir verificar o estado do tempo para o fim de semana que se avizinhava. As notícias não eram animadoras: de acordo com as informações meteorológicas do meu telemóvel, o nosso fim de semana neste monte do litoral alentejano, na freguesia de Abela (concelho de Santiago do Cacém), ia ter a companhia de chuva, trovoada e muitas nuvens cinzentas.

Apesar destas informações negativas, que tiravam completamente de hipótese um mergulho na piscina exterior (que já tinha espreitado no site e que me tinha parecido bem apelativa), comecei a viagem até ao Monte do Giestal, que fica a cerca de uma hora e meia de caminho de Lisboa — e esperei que o São Pedro mudasse de ideias.

Depois de percorrer os cerca de 150 quilómetros que separam a capital da freguesia de Abela, resta seguir as indicações do GPS e entrar numa estrada de terra batida que dá acesso ao empreendimento: e após uns breves minutos neste caminho, consigo avistar o monte. O céu estava estrelado, a chuva não dava sinais e as luzinhas nas casas de campo eram um convite a entrar e a deixar o stresse da semana de trabalho e da vida agitada da cidade para trás.

Monte do Giestal — Casas de Campo e Spa

Morada: BRIC 801 – Cova do Gato, 7540-031 Abela
Telefone: 961 378 777

Na receção, e apesar desta fechar pelas 20 horas fora da época alta, a funcionária informa-me que à sexta-feira (dia em que muitas pessoas dão entrada no monte para passar o fim de semana), esticam sempre este horário até às 22 horas, e até mais tarde, caso seja necessário. “Depois de vocês, ainda estão mais duas casas para entrar”, diz com um sorriso.

Depois do check-in feito e de uma bebida de boas-vindas, seguimos até à Casa da Azinheira, aquela que nos foi destinada. À nossa espera, para além de um folar doce caseiro e de um licor típico, estava também uma villa bem quentinha, dado que os funcionários do monte tinham ligado previamente o ar numa temperatura bem acolhedora — porque o São Pedro tinha-nos poupado da chuva, mas não do frio.

A Casa da Azinheira, tal como todas as casas do monte (são dez villas no total) tem uma cozinha totalmente equipada, incluindo máquina de lavar a louça, uma sala com zona de refeições e lareira, casa de banho e dois quartos, um com cama de casal e outro com duas camas single. No entanto, apesar dos dois quartos, esta casa é considerada um T1, e tem capacidade para duas a quatro pessoas. Os T2 são praticamente iguais — com capacidade até seis pessoas, a única diferença é a existência de um sofá cama na sala e uma segunda casa de banho.

Depois de uma breve visita à casa e de um jantar rápido que trouxemos connosco devido ao avançar das horas, dou o dia por terminado e aposto nessa essa bela atividade tão ansiada no final de uma semana: dormir.

O Monte do Giestal não serve almoços nem jantares — mas a alternativa é tão boa ou melhor

Depois de uma boa noite de sono, tive mais uma agradável surpresa ao abrir as portadas da janela da sala: o sol estava lá, sem indícios de chuva e muito menos de relâmpagos. Seguimos para o pequeno-almoço, que é servido a partir das 9 horas no edifício principal (onde também está localizada a receção, a sala de convívio com mesa de snooker, uma pequena biblioteca infantil e um bar), e resta-nos apreciar esta refeição.

Com uma grande aposta na qualidade, a oferta faz-se de bolos caseiros, como laranja e iogurte, pão saloio, sumos naturais, compotas, ovos mexidos, salsichas, bacon, carnes frias, queijos e fruta, entre outros. Mas o grande destaque vai mesmo para os croissants folhados, sempre quentinhos, que nos obrigam a parar de comer sob a ameaça de não cabermos nas calças no dia seguinte.

A existir um ponto menos positivo, teria de apontar a falta de variedade dos queijos. Nos dois dias que tomei o pequeno-almoço no Monte do Giestal, apenas foram disponibilizados dois tipos: no sábado, só existiam fatias de flamengo, no domingo, para além do queijo fatiado, havia também queijo fresco. Pode ser uma exigência tonta de uma amante de queijo mas, num típico monte alentejano, confesso que esperava mais, como um queijo curado de ovelha ou até um amanteigado.

Continuando a falar de comida, fui logo informada à chegada que o monte não tem restaurante, mas sim uma parceria com uma tasquinha local, o Cantinho do Petisco, em Abela. Mediante encomenda, os almoços e jantares chegam-nos a casa, e tem apenas de encomendar a refeição com algumas horas de antecedência: para o almoço, convém fazer a encomenda logo de manhã, para o jantar, deve fazê-la até às 18 horas — a única exceção prende-se com pratos mais trabalhosos, como açorda de marisco ou ensopado de enguias, que devem ser encomendados com um dia de antecedência.

E se ao almoço decidimos explorar a região e um restaurante bem alentejano chamado Armazém Central (onde comemos uma vitela da casa com puré de batata do outro mundo), à noite não deixámos de experimentar estes jantares por encomenda.

Por volta das 20 horas, chega à “nossa” Casa da Azinheira o jantar, num típico e pitoresco cesto de piquenique. No seu interior, lá estava a açorda de alho e ovo (6€) e os lagartos de porco preto (10€), tudo bem quentinho e delicioso, e com preços bastante convidativos. Se desejar acompanhar a refeição com vinho (alentejano, claro está), basta pedir no bar e a mesma garrafa é-lhe também entregue no cesto. Para além do preço dos pratos, existe uma taxa de transporte de 3€.

Não está tempo para mergulhos no exterior? Experimente a piscina do spa

Apesar de o bom tempo se ter feito sentir durante todo o fim de semana, e até ter permitido uns banhos de sol na espreguiçadeira enquanto tentava acabar o livro que ando a ler há meses, a água da piscina exterior ainda estava uns graus abaixo dos necessários para me aventurar num mergulho.

Assim sendo, a piscina interior, localizada no spa, foi uma ótima alternativa para relaxar, mas também para brincadeiras aquáticas: quando se viaja com uma criança de 2 anos que é um autêntico peixinho, há que estar preparada para entrar na água com ela e levar com muitos salpicos na cara.

Para além da piscina principal, climatizada e com vários banhos de massagem, existe uma outra mais pequena dedicada a crianças, sauna, banho turco, duche sensações, sala de relaxamento com vista para o monte e uma pitoresca banheira de hidromassagem a assemelhar-se a um barril de madeira. O spa tem também ginásio (e ainda existe um court de ténis no exterior) e massagens mediante marcação prévia.

Ao contrário de muitos spas, as crianças têm acesso à piscina principal. E por falar em crianças, no Monte do Giestal existe um cuidado especial com os mais pequenos: a sala dos pequenos-almoços tem várias cadeirinhas de refeição à disposição dos clientes e ainda pode pedir uma emprestada para utilizar na sua villa durante a estadia.

Para além de um cantinho de brincadeira no edifício principal, com um amoroso cavalo de madeira, existe também um parque infantil e uma piscina dedicada aos clientes de palmo e meio junto à grande piscina exterior. Caso necessite, também colocam berços nas casas.

Os animais domésticos não são esquecidos: o monte tem um canil/gatil e pode levar o seu companheiro de quatro patas consigo.

Em época média, que se mantém até dia 30 de junho, as villas T1 (com ocupação de duas pessoas) têm um custo por noite de 125€, e as T2 (com ocupação de quatro pessoas) custam 185€.

*A MAGG ficou alojada a convite do Monte do Giestal — Casas de Campo e Spa

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