Asos vai banir quem devolver peças depois de as usar

Pense duas vezes antes de comprar roupa, usar para uma fotografia e depois devolvê-la — as marcas vão ver as suas redes sociais.

A loja online acredita que todos têm direito a fazer devoluções, desde que sejam honestas

Se é daquelas pessoas que gosta de comprar, usar e devolver, os seus dias de “serial returner” podem estar a chegar ao fim. Este é o termo usado pela loja online Asos para identificar quem faz disto rotina: comprar, usar e devolver ou simplesmente pedir um reembolso, alegando que nunca receberam a peça.

Apesar de considerar que a devolução é um direito do consumidor, a marca quer acabar com este hábito que se criou, principalmente nesta fase das redes sociais. E é exatamente através das redes sociais, como o Instagram e Facebook, que a Asos consegue apanhar alguns destes casos. Quando a marca receber o pedido de devolução ou reembolso e perceber que há um histórico de várias devoluções na conta de determinado utilizador, vai passar a usar as redes para ver se encontram fotografias das pessoa a usar a peça em questão.

O método também é usado pela Harrods, que se depara com o mesmo tipo de problema. Além de a equipa de segurança verificar as redes sociais e, assim, decidir se aceitam os pedidos ou não, a Asos vai ainda criar uma blacklist para banir os utilizadores que frequentemente tentam enganar a marca.

“Se suspeitarmos que alguém está a usar as suas compras e depois a devolver ou a pedir reembolso, podemos ter que desativar a conta e outras contas associadas”, explica a marca. No caso de algum utilizador ser banido injustamente, deverá contactar o serviço de apoio ao cliente.

Com a nova política de devoluções, que apela à compra e uso honestos, a marca permite agora que os consumidores devolvam peças indesejadas após os habituais 28 dias. No entanto, depois desses dias e até aos 45, a devolução é feita através de um vale para ser gasto na Asos.

Segundo um estudo da Clear Returns, estima-se que as devoluções representem atualmente cerca de 70 mil milhões de euros para as marcas britânicas, sendo que mais de 20 mil milhões são de compras feitas online.

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