É na gema do ovo que está a gordura do ovo. Tanto assim é que há quem prefira não consumir esta parte, por ter mais calorias. Mas isto está errado, de acordo como que diz a nutricionista Débora Pita. “É lá que estão as vitaminas”, garante.

Mas nem todas as gemas são iguais. Se partir um ovo a cor pode ir do amarelo ao cor de laranja. O que é que a diferença das cores reflete? Será que uma é mais saudável do que as outras?

A cor da casca, por exemplo, muda consoante a raça do animal. Já a gema — e respondendo à primeira questão — reflete o tipo de alimentação das galinhas.

“As quantidades de luteína [carotenóide] e zeaxantina [substância que dá cor a peixes, aves, flores e outros alimentos] presentes na ração que ingerem estão relacionadas com a cor da gema”, explica. Portanto, “quanto mais escura [a gema], mais quantidades têm.”

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Mas quererá dizer que esta é a escolha mais indicada? “Não diria isso. Ambas [as cores da gema] são saudáveis. O facto de ter aparentemente mais luteína não significa que seja melhor do que o outro. As diferenças não são muito significativas”, diz.

De acordo com Débora Pita, há que lembrar que há rações artificialmente enriquecidas com carotenos, que funcionam como uma espécie de corante. “Adicionam-se coisas só para ficar mais escura. Não foi uma resposta do organismo da própria galinha. Foi modificada a ração para que isso acontecesse, de maneira a ficar mais apelativo”, considera.

Há galinhas criadas ao ar livre, outras em gaiola. Há galinhas alimentadas com ração, outras com alimentos. E até a idade do animal interfere com a qualidade nutricional do ovo, alimento naturalmente rico em proteína, gordura e vitaminas.

Por isso, o truque, segundo a nutricionista, é ir variando. Até nos ovos biológicos. “O ideal é não preferir nenhum. Assim vai-se variando a diferença nutricional. Os biológicos, por exemplo, podem ter um nutriente em menor quantidade e, se optarmos sempre por esses, esse nutriente acaba por ficar em falta.”