Turistas vão deixar de poder visitar ilha indonésia — e a culpa é do roubo de dragões

A partir de 2020, os turistas vão ser impedidos de visitar a ilha de Komodo. A medida surge na consequência do furto de dragões-do-Komodo.

Os dragões-do-Komodo são uma espécie protegida

Pixabay

Depois de a Tailândia ter anunciado, em 2018, que iria fechar quatro das suas famosas praias aos turistas (incluindo a Maya Bay, a praia que deu origem ao filme com o mesmo nome, protagonizado por Leonardo DiCaprio) para proteger as mesmas e tentar parar os estragos ambientais, a Indonésia junta-se à lista de países a impedir o acesso a alguns dos seus icónicos locais.

A partir de janeiro de 2020, as autoridades indonésias vão interditar o acesso dos turistas à ilha de Komondo, para proteger os dragões-do-Komondo, uma espécie protegida de lagartos. Atualmente, existem apenas seis mil destes animais no mundo, e estão todos concentrados no Parque Nacional de Komodo.

Mas ao contrário do que aconteceu com as praias tailandesas, o propósito deste impedimento não se prendeu (exclusivamente) com estragos ambientais, mas sim com o furto de dragões-do-Komondo: no mês de março, as autoridades indonésias prenderam vários membros de uma rede de contrabando que roubaram 41 destes lagartos da ilha.

De acordo com as entidades oficiais indonésias, os dragões-do-Komondo roubados estariam a ser vendidos por cerca de 650 mil euros cada um.

O encerramento da ilha está previsto para o início do próximo ano e, durante esse período, existem planos para aumentar o stock alimentar dos lagartos, preservar espécies de plantas, bem como outras medidas de conservação ambiental. Tudo com o objetivo de ajudar a aumentar a população de dragões-do-Komondo.

As entidades indonésias ainda não divulgaram uma data de reabertura da ilha aos turistas.

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