Ellen DeGeneres apela: por favor, não entre nestes 9 hotéis

Apresentadora junta-se no apelo ao boicote dos hotéis de luxo detidos pelo sultão do Brunei, que quer apedrejar homossexuais até à morte.

Nação também vai introduzir medidas como flagelação pública, como punição por aborto, e amputação por roubo

Ellen DeGeneres é a mais recente celebridade a revoltar-se contra as leis severas que condenam homossexuais e que entram em vigor esta quarta-feira, 3 de abril. Brunei, no Sudoeste Asiático, passa a aplicar a Sharia, o sistema legal islâmico que prevê chicotadas e o apedrejamento até à morte.

A famosa apresentadora do talk show e ícone LGBT pediu aos seus fãs que boicotem nove hotéis de luxo do sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, incluindo o Beverly Hills Hotel e o The Bel Air, em Los Angeles.

Tomorrow, the country of Brunei will start stoning gay people to death. We need to do something now. Please boycott these hotels owned by the Sultan of Brunei. Raise your voices now. Spread the word. Rise up.

Posted by Ellen DeGeneres on Tuesday, April 2, 2019

“Amanhã, o país do #Brunei começará a apedrejar homossexuais até à morte. Precisamos de fazer alguma coisa agora”, escreveu DeGeneres no Twitter esta terça-feira, 2 de abril. “Por favor, boicotem estes hotéis, propriedade do sultão do Brunei”. Acrescentou ainda: “Levantem as vossas vozes agora. Espalhem a palavra. Ergam-se”.

Uma série de outras figuras públicas também já se manifestou para condenar as novas leis. Segundo o “New York Post“, o apelo à ação ecoa, e a lenda da pop Elton John e o ator George Clooney também já lançaram mensagens sobre o assunto. Escreveram, na semana passada, no jornal “Deadline“: “Vamos realmente ajudar a financiar o assassinato de cidadãos inocentes?”

Robert Palladino, vice-porta-voz do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que as novas leis do Brunei são contrárias às suas obrigações internacionais de direitos humanos.

A polícia do Canadá também já se manifestou para criticar as novas leis, dizendo que estavam “profundamente preocupados” com a decisão. O Canadá apoia os direitos humanos para todos e opõe-se à pena de morte, em todas as circunstâncias.

Brunei, uma nação rica em petróleo de 400 mil habitantes na ilha de Borneo, vai implementar o novo código penal sob a lei da Sharia esta quarta-feira, tornando o adultério ou o sexo gay punível com a morte por apedrejamento. A nação também vai introduzir medidas como flagelação pública como punição por aborto, e amputação de uma mão ou de um pé por roubo.

O sultão Hassanal Bolkiah, que governa a nação há mais de meio século, é um dos homens mais ricos do mundo. O site do Brunei cita o sultão, que assume que “não espera que os outros países concordem com a decisão, deseja apenas que respeitem a nação como Brunei respeita as outras”.

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