Se é daquelas pessoas que compra champôs “regeneradores” ou “reparadores” para resolver problemas de cabelos danificados ou pontas espigadas, não vale a pena. A única solução é mesmo cortar o cabelo. Quem o diz é a revista “Deco Proteste” num estudo publicado recentemente, em que foram avaliados três champôs da gama clássica e três champôs com propriedades regeneradoras ou reparadoras das marcas Pantene, Garnier e L’Oreal Elvive.

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Primeiro começaram por avaliar o aspeto do cabelo num laboratório, onde especialistas lavaram e pentearam o cabelo a 25 mulheres que tinham cabelo tendencialmente seco, danificado e pelos ombros.

Depois, este mesmo teste foi repetido em madeixas de cabelo natural de cor clara, com cerca de sete centímetros e que foram sujas para o propósito deste estudo. Os champôs sem identificação da marca foram distribuídos por 30 mulheres que, após lavarem a cabeça três vezes com o mesmo produto durante uma semana, preencheram um questionário sobre as características dos produtos que utilizaram.

Os resultados destes três testes concluíram que tanto em laboratório como pelos testes feitos em casa, não foram encontradas diferenças entre os champôs reparadores e os champôs clássicos.

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A revista “Deco Proteste” alertou que embora todos os champôs seja eficientes na lavagem, “reparar [o cabelo] é missão impossível, porque não se regeneram células mortas.” Por isso, estes champôs não deviam utilizar as palavras “regenerador” ou “reparador” nos rótulos, tendo mesmo a associação sugerido ao Infarmed que estas denominações fossem retiradas dos produtos.

Para ter um cabelo bonito e saudável é, segundo a publicação, necessário cortar o cabelo frequentemente para evitar ter pontas secas e espigadas e penteá-lo suavamente com escovas de dentes largos. Reduzir o uso de secadores e a aplicação de tratamentos químicos como a coloração são outros dos conselhos apresentados.