A couve passou de um simples ingrediente para sopas e cozidos para passar a fazer parte de receitas tão diversificadas como smoothies e acompanhamentos. Apesar de ser um alimento cheio de benefícios para a saúde — a couve é rica em vitamina A e K, bem como vitamina B6, cálcio, vitamina C e potássio —, as suas propriedades podem estas alteradas quando nos chega à mesa. O alerta é feito pela organização não governamental Environmental Working Group (EWG), que colocou a couve kale na lista dos “Dirty Dozen“, um guia com os alimentos mais contaminados nos Estados Unidos.

Apesar de não ter feito parte da lista em 2018, a couve kale ocupa o terceiro lugar este ano, atrás dos morangos e dos espinafres. As notícias, embora potencialmente preocupantes para os fãs de vegetais, podem ter implicações ainda maiores para os trabalhadores agrícolas. Segundo adianta o “Business Insider“, os agricultores que lidam com alimentos contaminados com pesticidas podem enfrentar uma ameaça ainda maior.

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O EWG descobriu que 60% das amostras testaram positivo para um herbicida chamado DCPA, que é comercializado sob o nome Dacthal. O produto químico foi introduzido nos EUA no final dos anos 50 como herbicida para morangos, legumes, feijão e algodão. Na década de 1990, era usado principalmente para controlar ervas daninhas em campos de golfe e jardins residenciais.

Os cientistas ainda estão a descobrir a ligação entre pesticidas e doenças humanas, mas alguns estudos ligaram certos pesticidas ao cancro, diabetes, autismo infantil e transtorno do défice de atenção e hiperatividade em crianças e adolescentes.