Auschwitz pede que não se publiquem fotos nos trilhos que levaram as vítimas do Holocausto à morte

Os visitantes nem sempre respeitam a memória das vítimas de Auschwitz. O museu do campo de concentração pede mais respeito pelas vítimas.

Os visitantes precisam de estar cientes do que o local representa

Auschwitz foi o maior campo de concentração nazi da Polónia. Atualmente, milhões de pessoas visitam todos os anos o local onde se estima que tenham morrido 1,3 milhões de pessoas. Infelizmente, nem todos sabem respeitar a tragédia humana que Auschwitz representa. Por isso mesmo, o museu emitiu um comunicado a pedir que os visitantes parem de partilhar imagens nas redes sociais a tentarem equilibrar-se nas linhas de comboio. Foi naquelas linhas que chegaram, durante cinco anos, judeus, polacos e prisioneiros soviéticos.

Um porta-voz de Auschwitz disse ao “Business Insider” que os visitantes precisam de estar cientes do que o local representa. Na página de Instagram do museu, a escolha das fotografias publicadas é feita com o máximo de cuidado.

O museu partilhou imagens nas redes sociais que mostram visitantes a caminhar e a posar nas linhas de comboio em questão, sendo que as caracteriza como desrespeitosas para os mortos. Na publicação pode ler-se: “Quando vem ao Museu de Auschwitz, lembre-se de que está no local onde mais de um milhão de pessoas foram mortas. Respeite a sua memória. Há lugares melhores para aprender a andar numa trave de equilíbrio do que o local que simboliza a deportação de centenas de milhares para a morte.”

Num tweet posterior, o museu disse que não iria proibir as fotografias, apenas pedir mais atenção e respeito por parte dos visitantes.

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