Novo documentário da Netflix afirma que Maddie foi raptada e mantida viva por traficantes

Há quem acredite que o caso vai ser resolvido. O ex-inspetor da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, também vai aparecer na série televisiva.

Em maio completam-se 12 anos desde o desaparecimento de Madeleine McCann

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Se abrirmos a secção de notícias do Google e escrevermos o nome Madeleine McCann, a plataforma de pesquisa dá-nos um total de 3.880.000 resultados. A história da menina inglesa que desapareceu da vila da Luz, no Algarve, a 3 de maio de 2007, correu o mundo, mas quase 12 anos depois continuam a faltar resposta. O novo documentário polémico da Netflix, intitulado “O Desaparecimento de Madeleine McCann”, que vai estrear esta sexta-feira, 15 de março, promete trazer mais revelações sobre um dos casos mais mediáticos da justiça portuguesa e inglesa.

O jornal britânico “Daily Mail”, avançou esta quarta-feira, 13, que o novo documentário — que custou cerca de 23 milhões de euros e é constituído por oito partes — afirma que a menina inglesa foi raptada por traficantes porque ela era branca e de classe média. Segundo a mesma publicação, a série alega que Madeleine McCann ainda está viva e que, 12 anos depois de ter desaparecido, mantém-se sequestrada por traficantes.

A série da Netflix vai incluir entrevistas ao oficial sénior da polícia britânica Jim Gamble que, de acordo com o “Daily Mail”, afirma que o caso ainda vai ser resolvido “durante a sua vida”. “Há uma enorme esperança com os avanços da tecnologia. Ano após ano, outras técnicas, incluindo o reconhecimento facial, estão a melhorar. E, à medida que usamos essa tecnologia para revisitar e rever o que capturámos no passado, há toda a probabilidade de que algo que já sabemos se venha a encaixar”, referiu Jim Gamble ao jornal britânico.

Os pais Kate e Gerry McCann estão "horrorizados" pela facto da série ter sido autorizada e recusaram-se a participar nela

AFP/Getty Images

No entanto, no documentário são ainda apresentadas outras visões de especialistas sobre o que terá acontecido e que consideram que Madeleine McCann “foi mantida viva pelos traficantes devido ao seu valor financeiro como uma menina britânica de classe média.

De acordo com o mesmo jornal, o ex-inspetor da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, que liderou inicialmente as buscas e que sempre afirmou que Madeleine McCann foi morta e que os pais Kate e Gerry McCann estão envolvidos no caso, vai aparecer no documentário. Este foi um facto que “indignou” os pais de Maddie. “Kate e Gerry ficaram horrorizados por saber que um dos papéis principais é o do Sr. Amaral, que lhes causou tanto sofrimento e dor ao longo destes anos. Ele tem sido um espinho desde o começo”, referiu um amigo dos McCann.

Fontes próximas dos pais de Madeleine McCann, Kate e Gerry McCann, afirmam, de acordo com o “Daily Mail”, que estes estão “horrorizados” pela facto da série ter sido autorizada e recusaram-se a participar nela, considerando mesmo que o documentário pode dificultar as buscas. “Kate e Gerry e os seus familiares e amigos foram abordados há alguns meses para participar no documentário. Kate e Gerry não aceitaram e não veem como é que poderá ajudar na busca por Maddie num nível prático, portanto decidiram não se envolver”, disse o ex-porta-voz da família Clarence Mitchell, ao jornal “The Guardian”.

Quase a completar 12 anos desde um dos desaparecimentos mais mediáticos de uma criança, a Netflix vangloria-se por reunir novas entrevistas com investigadores-chave.

Foi em maio de 2007 que Maddie, na altura com 3 anos, desapareceu do apartamento de férias na Praia da Luz, no Algarve, enquanto os pais estavam a jantar com amigos num restaurante próximo.

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