O VIVA Go chegou aos transportes públicos de Lisboa a 29 de janeiro e permite comprar viagens e pagar depois. Mas será que estão todas as dúvidas esclarecidas? Até ao momento, e segundo a empresa responsável — a Operadores De Transportes Da Região De Lisboa (OTLIS) —, já aderiram à nova modalidade de pagamento 800 titulares de cartão Lisboa VIVA. Não é muito, considerando que 1.025.118 pessoas com 15 ou mais anos usam transportes públicos na área metropolitana de Lisboa. Não é a maioria, mas é um número significativo.

Mais de metade dos habitantes da Grande Lisboa não usa transportes públicos

“O VIVA Go é um contrato tarifário que permite viajar em pós-pago no transporte público, debitando diretamente na conta bancária do titular o valor de cada viagem, apenas e quando efetuada”, explica Filipa Studer, responsável do Desenvolvimento de Negócio, Comunicação e Gestão de Projeto da OTLIS, à MAGG. Os aderentes podem viajar sem necessidade de efetuarem um carregamento prévio do seu título de transporte, seja passe ou zapping, ou sem terem carregado um bilhete no ponto de venda”.

Para poder utilizar esta solução de pagamento tem de ser titular de um cartão Lisboa VIVA e aderir numa caixa multibanco. Depois vai ter de associar um cartão bancário — existem cerca de 30 bancos aderentes — ao cartão Lisboa VIVA.

“Com esta nova modalidade de pagamento, os milhares de passageiros ocasionais da área metropolitana de Lisboa podem viajar nos transportes públicos sem terem que se preocupar em adquirir previamente um título de transporte, pagando à medida da utilização, de forma antecipada, poupando tempo e ganhando em comodidade”, explica.

Novos autocarros da Carris têm entrada USB para carregar o telemóvel

Esta é uma “solução ideal” não só para utilizadores de uso frequente como também para quem só anda ocasionalmente de transportes públicos. No primeiro caso, é benéfico quando o passe expira e ainda não houve a possibilidade de o carregar. Já no segundo, o utilizador não necessita de adquirir previamente o bilhete. De acordo com Filipa Studer, da OTLIS, não estão previstas alterações de preços com esta nova modalidade.

Portanto, os viajantes não são penalizados por adotarem este sistema: no caso do Metro vão continuar a pagar 1,50€, na Carris 1,35€, na Fertagus 1,60€, no Metro Sul do Tejo 0,85€ e na Transtejo/Soflusa entre 1,25€ e 2,80€, consoante o percurso.

A modalidade VIVA Go surgiu da missão da OTLIS de conceder soluções tecnológicas que permitem marcar a diferença, “simplificar a vida dos passageiros e acrescentar valor no seu dia a dia ao promover uma maior qualidade de vida.”

São várias as operadoras onde o VIVA Go pode ser utilizado: CARRIS, CP — Comboios de Portugal, Fertagus, Metropolitano de Lisboa, Metro Transportes do Sul Transtejo e Soflusa. No entanto, a médio prazo, o Viva Go pode ser estendido aos restantes operadores de transporte.