Cindy Crawford. “Com as redes sociais podemos ser as nossas próprias publicitárias”

A modelo esteve em Lisboa enquanto embaixadora da OMEGA e falou sobre pastéis de nata, a moda e desvendou segredos sobre a sua linha.

A modelo esteve na companhia da embaixadora nacional da marca, Cláudia Vieira

Veio a Portugal para a inauguração da loja da OMEGA na Avenida da Liberdade, em Lisboa, na qualidade de embaixadora. Passavam poucos minutos das 11h30 quando Cindy Crawford e os representantes da marca se colocaram à porta da nova loja e cortaram a fita vermelha que assinalava a abertura oficial.

Foram precisos dois ou três minutos para o momento, com as simbólicas fotografias incluídas, claro, e foi nesse momento que nos apercebemos da magia da modelo: em tão pouco tempo, conseguiu transmitir-nos confiança, empoderamento e um sentido estético incrível com um fato rosa claro combinado com uns sapatos rosa forte.

Escolhas estilísticas à parte, esta foi a primeira vez da modelo em Portugal. Chegou um dia mais cedo, a 12 de março, e só regressa a casa um dia depois do evento para ter oportunidade de conhecer e passear pela cidade.

De Lisboa destaca o sol e a comida: “Na primeira refeição que fiz achei que seria a melhor refeição que faria cá, mas depois achei o mesmo na seguinte. E na outra também”. Passeou ainda pelo Panteão (há fotos a comprovar no seu Instagram), pelo Castelo S. Jorge e ainda por Belém. Não resistiu aos famosos pastéis desta zona mas diz que comeu apenas um e não a caixa de seis que a embaixadora portuguesa, a atriz Cláudia Vieira, lhe tinha oferecido.

Cláudia Vieira e Cindy Crawford

Da marca da qual é embaixadora fala com carinho e com a certeza de que esta foi uma parceria certeira. “Já estou casada há mais tempo com a OMEGA do que com o meu marido. E nunca houve uma discussão”, diz em jeito de brincadeira.

A relação marca-modelo começou com um simples trabalho e evoluiu para a parceria mais longa da OMEGA, com 20 anos. Depois de tantos anos como embaixadora, é normal que tivesse alguns benefícios. Primeiro ajudou a redesenhar o modelo “Constellation” com a ajuda de designers e artesãos.

Teve ainda a oportunidade de visitar a sede oficial na Suíça e, a melhor parte desta parceria, garante, possuir diversos relógios da marca: “Tenho alguns e assim posso combiná-los com o meu humor e com os meus looks todos os dias”. Com a marca, identifica-se principalmente com o facto da marca ser intemporal e de qualidade, dois atributos que gostava que a caracterizassem também.

Apesar de, para nós, ser considerada um ícone de moda intemporal, Cindy Crawford tem as mesmas preocupações da mulher comum. “A idade assusta, claro. Ainda por cima quando o mundo está muito virado para os mais novos”, assume a modelo sensação dos anos 90. Os 50 atormentaram-na mas agora já vive bem com a idade que tem: “Não estava à espera dos 50. Mas fi-los e depois apercebi-me de que era a mesma pessoa. Mas a verdade é: ainda que faças tudo direito vais continuar a envelhecer na mesma”.

Mas por muito que diga que envelheceu, olhamos para fotografias de há 30 anos e a supermodelo parece-nos exatamente a mesma. Por isso, tivemos de lhe perguntar qual é o segredo para estar com aquela forma aos 53 anos. Respondeu-nos com toda a franqueza que a genética é uma coisa muito importante, mas que também não descura do cuidado corpo.

“Basicamente é fazer todas aquelas coisas que sabemos que devemos fazer” e, sobretudo, fazê-las com consistência. Crawford não fuma, faz exercício regularmente, tenta dormir bem e tem cuidado com a alimentação – ainda que coma um pastel de Belém de vez em quando. Usa chapéu e protetor para proteger a cara e é consistente em todas estas medidas. “Não vale a pena beber um sumo verde e achar que no dia seguinte está incrível. Às vezes os resultados demoram a aparecer”.

Da moda fala como veterana que é: “O modelo de há 30 anos não mudou, ou estás numa passerelle ou estás em frente a uma câmara”, a única coisa que difere são as redes sociais que vieram a ajudar na exposição das modelos. “Assim, podemos ser as nossas próprias publicitárias”, explica-nos a modelo.

Além disso, as redes sociais vieram democratizar a moda. As mulheres mais velhas, de outras etnias e com diferentes tipos de corpos querem ser representadas “e não vão comprar um produto anunciado pela minha filha. Eu própria tenho mais interesse numa pessoa mais velha, por exemplo, a publicitar um creme de rugas. Quero saber o segredo daquela pessoa”. Com isto as marcas estão mais atentas e inclusivas nas suas publicidades.

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