Crítica. Carlos Gil aposta na cor e na pintura abstrata

É conhecido por vestir as figuras públicas para grandes eventos e no segundo dia de ModaLisboa apresenta uma coleção para todos os gostos.

Carlos Gil apresentou uma coleção que chega a vários estilos de mulher

Estamos habituados a vê-lo no Portugal Fashion, no Porto, mas para a apresentação da coleção outono/inverno 19/20, Carlos Gil rumou a Lisboa. “Flick’mo” foi o nome escolhido pelo designer natural do Fundão para esta linha inspirada na pintura do início do século XX.

Carlos Gil inspirou-se também numa mulher forte, independente, determinada e moderna, que não tem medo de arriscar e que não segue quaisquer regras, para esta coleção que junta peças de sportswear, a workwear e nightwear.

Quando a primeira modelo entrou com um conjunto total em fúcsia, os nossos olhos brilharam. Se o primeiro look é bom, a expectativa à volta do resto das peças cresce automaticamente. E não desiludiu. Os looks seguintes foram quase tão bons como o primeiro — daqueles que nos fazem querer saltar para a passerelle e arrancar-lhes a roupa.

Ainda assim, foram os padrões de pinturas e a combinação de demasiadas cores fortes que nos fizeram ficar nas quatro estrelas. Isto porque no inverno, apesar de não termos que vestir apenas cores escuras, também não temos tanta vontade de parecer um semáforo.

Os looks pretos foram, por isso os nossos preferidos. Mas não foram os únicos. Os fatos completos fúcsia, os conjuntos de camisa e calças amarelos e até as peças com glitter, também nos conquistaram. Renda, lantejoulas, penas, vinil, veludo, transparências e brilho, houve um pouco de tudo nesta coleção de Carlos Gil.

Texto de Fabíola Carlettis, fotografia de Samuel Costa.
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