Tetto. O novo grande restaurante de Lisboa onde há DJ, cocktails e uma varanda sobre o Tejo

Este novo restaurante de Lisboa oferece uma experiência de 'fun dining', ou seja, boa comida servida com descontração.

Este carrossel não anda, mas foi concebido especialmente para servir de peça central do restaurante

Arlindo Camacho / Groove Digital

O que esperar de um restaurante que tem um carrossel no teto e uma mesa de DJ na qual também se servem refeições? No mínimo, uma refeição divertida e é isso que o Tetto presenta a Lisboa, quando se assume como um restaurante de ‘fun dining’.

Não, não é gralha, é mesmo ‘fun’. “A expressão significa uma experiência partilhada com amigos, mas, aqui no Tetto, é muito mais do que isso”, explica à MAGG Mariana Santos, manager do restaurante com inauguração prevista para meados de março. “Juntámos pratos de autor, mas servidos de uma forma descontraída, ainda que sempre profissional”.

TETTO - Fun Dining

Morada: Avenida 24 de Julho, 68, Lisboa

Horário: 12h30-15h e 19h-02h (fecha à segunda)

Preço médio: 80€/duas pessoas

Para a cozinha, chamou-se um chef que no dining, acumula experiência de ‘fine’, mas tem vontade de se aventurar no ‘fun’. Com experiência em restaurantes como o El Buli, em Espanha e o El Sur, no Dubai, Juan Carlos Hernández aterra agora em Lisboa com vontade de criar. “Gosto muito de alta cozinha, mas facilmente se pode tornar-se aborrecida. Ainda bem que este estilo mais casual chegou à gastronomia e podemos finalmente comer com as mãos, partilhar os pratos e romper com os protocolos de serviço”.

Das viagens que fez trouxe experiência e sabores e isso faz-se notar numa carta que, ainda que não esteja fechada, já é multicultural.

Abre o computador para nos mostrar uma lista de várias páginas Word com nomes de pratos sublinhados a cores que indicam os que ficam e os que já não têm lugar. “Cada prato é como um filho. Sofro com cada um que tenho de remover da lista”, assume. Mas alguém tinha que por limites a esta imaginação capaz de misturar sabores do Peru, do México, de Itália, sem esquecer que é de frente para o Tejo que estamos e que é importante que Portugal tenha também o seu lugar à mesa.

É por isso que de entre tiraditos, tacos, paellas, ceviches e burratas, há espaço para um prato com escabeche de coelho e uma tortilha de bacalhau e pimentos assados.

A acompanhar esta festa à mesa, há um bar de onde saem cocktails de autor e um DJ que todas as noites vai dar a banda sonora a estes jantares que se querem sem pressas (o restaurante só fecha às duas da manhã). E mais. A mesa de DJ não está lá para ser ignorada caso a música entre modo banda sonora de elevador, nem para servir de altar aos que põem as mãos ao alto a quem dá música. Aqui também se vão servir refeições e beber copos, numa espécie de aquecimento para uma noite com espaço para quem quer ficar pelo primeiro piso, ou para quem prefere descer até ao MoMe, a discoteca que funciona no andar de baixo desde o início do ano passado.

O restaurante abre em meados de março — ainda sem data oficial — e vai estar disponível para almoços e jantares. Sem pressas, como se quer.

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