Fomos experimentar as Jump, as novas bicicletas elétricas da Uber

Lisboa é a primeira cidade europeia a receber as bicicletas. Fizemos o percurso desde o Terreiro do Paço até ao Cais do Sodré.

As 750 bicicletas oferecem 90% da cobertura do município

Andar de bicicleta é bom. Andar de bicicleta elétrica é ainda melhor. Depois da invasão de trotinetes e bicicletas, os lisboetas ganham mais uma opção: a Uber lançou as Jump, com sistema dockless, e escolheu Lisboa como a primeira cidade europeia a ter este modelo de transporte. A partir desta quinta-feira, 28 de fevereiro, as Jump estão disponíveis 24 horas por dia na capital. De momento são 750 bicicletas que oferecem 90% da cobertura do município — devido ao pavimento existente, não poderão ser utilizadas nas zonas do Bairro Alto e do Castelo de S. Jorge.

Vai poder andar de bicicleta gratuitamente

A Uber está a celebrar este lançamento das suas e-bikes em Lisboa, com a oferta de dez dias de viagens gratuitas para a experiência deste produto (duas viagens no máximo, até 20 minutos). A empresa vai distribuir ainda capacetes gratuitos para promover a segurança entre todos os utilizadores.

“Com a Jump queremos oferecer mais opções de mobilidade e reduzir o congestionamento do tráfego em Lisboa”, afirma o co-fundador e CEO da Jump, Ryan Rzepecki, na apresentação oficial à imprensa, que decorreu na Pousada de Lisboa. Para o responsável, a introdução destas bicicletas na capital portuguesa deve-se ao facto de a Uber procurar um novo mercado, lembrando que “em cidades grandes as pessoas preferem as bicicletas aos carros”.

Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade e Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, disse na apresentação que “é com satisfação que o município de Lisboa recebe a Jump e torna-se na primeira cidade europeia a disponibilizar este sistema de bicicleta partilhadas aos seus munícipes. No âmbito da promoção dos transportes sustentáveis e ativos, a autarquia de Lisboa encoraja a prossecução destes serviços de mobilidade partilhada que são, cada vez mais, uma alternativa ao uso do automóvel particular.”

Miguel Gaspar afirmou ainda que a autarquia tem como objetivo a criação de mais três mil estacionamentos para bicicletas, de forma a chegar aos sete mil na cidade, e lembrou que, até ao fim do mandato, deverão ser construídos mais de 300 quilómetros de ciclovia.

Na apresentação, Ryan Rzepecki disse que, com estas bicicletas, quase que nos sentimos como “super humanos”. A MAGG foi dar uma volta e perceber se era mesmo verdade.

Mas antes, como é que isto funciona?

Para utilizar as bicicletas é preciso descarregar a aplicação da Uber e criar uma conta. De seguida, deve carregar na opção “Pedalar” e escolher a bicicleta mais próxima. O passo seguinte é reservar a bicicleta pretendida, sendo que a aplicação vai dar um código para desbloquear a Jump. Depois, é só desfrutar da viagem.

No fim do trajeto, deve escolher um sítio das zonas Jump para estacionar a bicicleta e voltar a bloqueá-la. Os primeiros 20 minutos são grátis, de seguida paga 0,15€ por minuto.

O que é que achámos das novas Jump

Fiz o percurso do Terreiro do Paço até ao Cais do Sodré montada numa das novas Jump. A bicicleta é super confortável e ganha bastante velocidade. Comecei na Pousada de Lisboa, com a ajuda de uma técnica. O primeiro passo foi colocar o capacete e ajustar o selim à altura mais indicada para mim – por norma deve ser pela cintura. Posto isto, a primeira vez que me sentei ao volante senti-me logo confortável. Para travar, explicou a técnica, é preciso usar os dois travões da bicicleta.

Segui rumo ao Cais do Sodré, pela zona da Ribeira das Naus. Quando me aproximei da rua com carros senti-me um pouco ansiosa, com algum medo — não sabia como é que a bicicleta se ia comportar, até porque já não andava de bicicleta há anos. Mas a verdade é que, assim que pus as rodas na estrada, consegui manter facilmente o equilíbrio e chegar à zona da ciclovia sem correr riscos. Só mudei de mudança uma vez para experimentar as várias hipóteses disponíveis, rodando uma peça que se encontra na parte direita do volante e que se ajusta de imediato. Foi fácil.

Só existe um aspeto negativo a ter em conta: na estrada em paralelos, a bicicleta tremeu um pouco. No entanto, não fez com que sentisse que ia cair, apenas algum desconforto. À parte deste inconveniente, sentimo-nos mesmo “super humanos” porque não fizemos quase esforço nenhum para andar a uma velocidade simpática.

Deixei a bicicleta junto à estação do Cais do Sodré. Infelizmente, tive de voltar para casa a pé.

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