Esta menina tinha dificuldade em sorrir. Afinal era um tumor raro

Mais tarde, Emily Hunt deixou de conseguir fechar o olho direito. Foi diagnosticada com um tumor rabdóide teratoide atípico.

Foi no final de janeiro que os pais, de Southern Highlands, na Austrália, perceberam que a filha estava com dificuldades em sorrir para as fotos

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O que inicialmente parecia ser apenas um diagnóstico de Paralisia de Bell, que seria corrigível com o tempo, passou a ser um tumor raro e agressivo, que incide quase exclusivamente em crianças. Esta é a história de Emily Hunt, de 4 anos. Os pais Jonathan e Deborah Hunt contaram a sua história ao “9 Honey“, um site de notícias australiano.

Foi no final de janeiro que os pais, de Southern Highlands, na Austrália, perceberam que a filha estava com dificuldades em sorrir para as fotos. “Percebemos que, enquanto estávamos a tirar fotos, a Emily não estava a sorrir com os dois lados da boca. Nós continuávamos a dizer: ‘Grandes sorrisos, grandes sorrisos’, mas foi como se houvesse algo com o lado direito do rosto dela”, contou a mãe Deborah Hunt, ao “9 Honey”.

Jonathan, Deborah e Emily Hunt

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O casal, que tem outros dois filhos mais velhos, de 10 e 12 anos, percebeu que não existia nenhum ferimento na boca nem no rosto da menina. “Pensámos que poderia ser das nossas cabeças, mas com o tempo tornou-se mais percetível.” Pouco tempo depois, foi o olho direito de Emily Hunt que deu sinais de que algo não estava bem. Começou a parecer diferente e a menina de 4 anos não o conseguia fechar por completo. “Um lado do rosto dela não estava a interagir”, recorda a mãe. Foi então que decidiram levar a criança ao médico de família.

Inicialmente, suspeitou-se que seria Paralisia de Bell ­— uma paralisia do nervo facial que resulta na incapacidade de controlar os músculos faciais no lado afetado — e que é geralmente corrigível com o tempo. Os médicos decidiram esperar uma semana para ver se existiam melhorias.

Emily Hunt não melhorou e, a 1 de fevereiro, realizou uma ressonância magnética ao cérebro no hospital de Sidney. Minutos depois, os pais foram chamados porque tinham descoberto algo no cérebro da filha e teria de ser submetida a mais exames. “Não era o que eu estava à espera. Disseram-nos que não havia razão para pensar que fosse algo pior do que a Paralisia de Bell, porque não havia outros sintomas”, disse Deborah Hunt.

Emily Hunt foi submetida a uma nova ressonância magnética mais abrangente e o resultado indicou a existência de um tumor. “O prognóstico inicial parecia positivo. Disseram-nos que provavelmente era benigno e fácil de remover. Não deveriam existir muitos problemas”.

Porém, a 9 de fevereiro, novos exames trouxeram resultados menos positivos. Tinha sido encontrada uma mancha na espinha da menina de 4 anos. “Já não era apenas um tumor como esperávamos. Eles [médicos] achavam que era um tumor que estava a colocar pressão nos nervos, razão pela qual ela estava a ficar com o rosto caído”, explicou Deborah Hunt.

Na cirurgia de remoção do tumor do cérebro, os médicos perceberam que já estava espalhado não só pela coluna, como também pelos nervos do rosto. Foi então que diagnosticaram Emily Hunt com um cancro raro e agressivo, denominado de tumor rabdóide teratoide atípico (ATRT). O ATRT é um tumor rabdóide do sistema nervoso central, altamente maligno e é encontrado quase exclusivamente em crianças.

“Tiraram 80% do tumor, mas não conseguiram tirar o resto sem danificar os nervos”, disse a mãe Deborah Hunt. Os médicos informaram os pais que, nestes casos, a taxa de sobrevivência é de 1 em 10.

Emily Hunt foi diagnosticada com um cancro raro e agressivo, denominado de tumor rabdóide teratoide atípico

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Emily Hunt iniciou agora o primeiro dos seis tratamentos de quimioterapia agressiva para combater o cancro na coluna e no rosto. “Estamos a tentar controlar as náuseas. A quimioterapia é horrível, mas enquanto a temperatura dela ficar abaixo dos mágicos 38 graus, não precisa de voltar ao hospital como paciente internada”, explicou o pai Jonathan Hunt.

Durante os tratamentos a família está a viver na Ronald McDonald House. “Temos tentado manter uma vida normal para os nossos outros dois filhos durante a semana. Ficam com a família e com os amigos durante a semana e vêm aqui aos fins de semana”, disse Deborah Hunt.

Amigos da família uniram-se agora para ajudar a família com os custos dos tratamentos de Emily e criaram uma campanha de angariação de fundos no Go Found Me.

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