As minhas dicas sobre Londres: o roteiro

Os caminhos são muitos, mas acho que escolhi alguns dos melhores. Estes foram os sítios mais fascinantes por onde passei.

Estive quatro dias em Londres e isto foi o mais giro que descobri

Quem anda atento aos conteúdos da Maggie, já percebeu que, por aqui, andamos numa onda muito londrina. No último artigo que publiquei, partilhei convosco a escolha do bairro e a escolha do hotel. Agora, está na hora de vos mostrar o meu roteiro: foram quatro dias em Londres (na realidade, dois meios dias e dois dias completos), onde o meu objetivo era o de relembrar esta cidade fascinante, não esquecendo nunca que este é um destino onde teremos sempre coisas para fazer e, portanto, o tempo nunca vai ser suficiente.

Com isto bem presente, quis passear, ir aos lugares obrigatórios mas, acima de tudo, sentir que fazia parte desta cidade. Para mim, uma das cidades mais incríveis da Europa. Sim… por mais sítios a que vá, Londres estará sempre no meu Top 5.

1.º dia

O primeiro dia, como já vos disse, foi apenas uma tarde. Por isso aproveitámos para conhecer o bairro que escolhemos, Shoreditch. Maravilhados com a lavagem cerebral cultural a que fomos submetidos, encontramos um café muito bom para se comer: o Ozone coffe. O mercado de Spitafields também é uma excelente opção para uma refeição. E, mulheres: nos mercados de Broadway ou BrikeLane preparem-se para ficarem rendidas aos inúmeros casacos vintage (um casaco branco de pelo, que podem ver mais abaixo nas fotografias, foi comprado em BrikeLane, precisamente). Quando acharem que já encontraram o mais giro de todos, aparece logo outro que vos irá fazer mudar de ideias. Confesso que não resisti e aproveitei para fazer algumas compras. Até me deram muito jeito para enfrentar o frio britânico.

2.º dia

Deixamos a preguiça no hotel e fizemo-nos à estrada. Ganhámos a energia necessária para o dia após um pequeno-almoço no The Breakfast Club e partimos para o primeiro sítio a visitar, a London Bridge. Depois seguimos para a Tower Bridge e tivemos de fazer uma paragem obrigatória no Borough Market. De todos os sítios onde comi, este foi sem dúvida o meu preferido. Já de barriga cheia visitámos o Tate Modern e, mesmo que não queiram pagar, aconselho-vos a subirem até ao sexto piso e vão encontrar um restaurante envidraçado com uma vista de 360 graus de Londres. Prometo-vos, vale mesmo a pena.

Se tiverem sorte podem dar de caras com uma exposição gratuita. Neste dia havia uma feita apenas de matérias recicláveis. Muito engraçada, por sinal. Continuando o caminho, parámos no Big Ben (que continua em obras), no London Eye, seguimos para Trafagal Square (onde na época natalícia fica instalada a maior árvore de Natal de Londres), Picadilly Circus (repleto de ecrãs gigantes que nos mostram o mundo moderno em que vivemos), Oxford e, finalmente, a zona do Soho para jantar. Quando chegámos ao pé do Big Ben tinha acabado de ser o pôr do sol, por isso, a partir dessa hora, já não tenho grandes registos fotográficos porque já não havia luz suficiente.

3.º dia

Começámos por ir tomar o pequeno-almoço ao Cereal Killer Cafe, que me fez viajar no tempo até à minha infância e adolescência. Comi uma grande taça de cereais, cheia de cor, ao som das Spice Girls. Já ouvi dizer que, em Portugal, existe um espaço semelhante… tenho que ir saber mais sobre isso, porque achei o conceito mesmo engraçado.

Depois disto, passamos a manhã em Camden Town e. obrigatoriamente, no Camden Market. Esta é uma zona em que o rock e o punk são os principais protagonistas. É um bairro muito histórico e conhecido pela quantidade de músicos, artistas e até mesmo escritores que acolhe. Mas, tirando tudo isto, é também um local perfeito para um bom jantar entre amigos e para uma divertida saída à noite. Após uma passagem pela Portobello Road, foi impossível não fazer uma paragem por Nothing Hill. Gosto mesmo da vibe deste sítio. Há lugares assim, que ocupam um espaço especial no nosso coração e nem sabemos bem porquê. E, como eterna romântica que sou, fui até à mítica porta azul onde Hugh Grant e Julia Roberts viveram uma das mais bonitas histórias de amor dos grandes ecrãs e dei ainda um saltinho à livraria onde se conheceram no filme. A magia existe mesmo por aqui.

4.º dia

Último dia e apenas meio dia para dizer adeus a Londres. Tinham-me recomendado visitar o Coppa Club, um restaurante em forma de iglos. Fui à descoberta e encontrei: são realmente vários iglos juntos uns aos outros e com uma vista soberba. Devem visitar se ainda não conhecem, é diferente daquilo a que estamos habituados. E foi mesmo aqui que tomámos o pequeno-almoço enquanto admirávamos a Tower Bridge. Passámos ainda por Convent Garden, muito conhecido entre turistas e famoso pelos mercados de frutas e vegetais, e seguimos com um passeio pelo Hyde Park. A parte mais gira: estava eu a dizer — “é a terceira vez que aqui venho e é impressionante que não me lembro de ter visto um único esquilo” —, pois que é, neste preciso momento, que vejo finalmente esquilos… são amorosos! Já atrasados (tínhamos o voo de regresso para dali a duas horas e meia e ainda tínhamos que ir ao hotel buscar as malas), fomos ainda muito rápido espreitar o Palácio de Buckingham (não tivemos sorte e não vimos a mudança de turnos dos soldados) e voámos até ao London Eye para tirar (agora com luz de dia) a fotografia de despedida de Londres. Por fim, uma grande corrida ao hotel e voámos até ao aeroporto. Sempre a arriscar! De outra forma, não tinha tanta graça, confesso.

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