Zero Box Lodge. O hotel no Porto onde os quartos são caixas sem janela

No Zero Box Lodge pode-se dormir, ainda que seja muito mais do que um hotel. Há um restaurante, um bar e pequeno-almoço servido até às 19h.

Os quartos parecem caixas e não têm janelas. A ideia é que o cliente possa descansar independentemente da hora do dia

Nada é o que parece hoje em dia. Há restaurantes brasileiros onde se canta o fado, canais de televisão a abrir hotéis, e hotéis que, ainda que tenham sido pensados como sítios para dormir, são muito mais do que isso. É o caso do Zero Box Lodge, no Porto, que se apresenta à cidade como um novo formato de alojamento, totalmente revolucionário, a começar pelos quartos (com preços a partir de 50 euros por noite) que mais se assemelham a caixas de madeira.

Não têm janela nem grande espaço, até porque aqui a ideia é oferecer as condições ideais para o descanso, independentemente de serem 11 da noite e lua cheia ou 3 da tarde de um dia de sol. É por isso também que o pequeno-almoço aqui é servido até às sete da tarde, numa sala de estar a que dão o nome de City Club, onde está montada uma jukebox onde só passa música de bandas portuenses e até um cinema.

Zero Box Lodge

Morada: Rua do Ateneu Comercial do Porto, 13, Porto

Telefone: 227662342

Horário do Carniceiro: 19h-00h (fecha ao domingo)

Horário do Big Bad Bank Bar: 12h-01h (até às 2h na sexta e sábado)

 

De volta ao piso zero, há ainda a Bookstop, uma biblioteca dedicada a Gonçalo M. Tavares, com livros do escritor português traduzidos em mais de 30 línguas.

Ao todo, o hotel, que fica no edifício do centro da cidade onde em tempos funcionou a mítica fábrica de camisaria Confiança, tem 78 quartos divididos entre quatro andares. Quase todos têm 14 metros quadrados e apenas oito, um pouco maiores, têm vista para a rua.

Um dos quartos, totalmente envidraçado, chama-se Free Room exatamente porque não tem preço e pode ser ocupado por quem apresentar propostas artísticas para aquele espaço e, claro, por quem não se importar de dormir sobre os olhos de quem passa.

No meio desta loucura toda há um não menos louco restaurante. O Carniceiro, do chef Hugo Dias de Castro, reeinventa os sabores tipicamente portugueses em pratos como arroz de lavagante (50€ para duas pessoas), tosta de toucinho (6,50€) e rabo ou rabo de boi com puré de batata e chocolate (20€).

Ainda assim, a personagem principal deste restaurante é a grelha, por onde passam pedaços de carne das raças arouquesas e barrosã cortados meticulosamente, para servir de entrada, como no caso do tutano na brasa (6€) ou prato principal, onde a carne pode ser acompanhada de arroz de grelos e pinhão (4€), puré de batata, gema de ovo e queijo da ilha (3,5€) ou legumes assados no sal (3€), entre outras tantas opções.

Os vegetarianos também têm lugar à mesa do Carniceiro e contam com um toque oriental na confeção dos seus pratos. Para fazer na brasa há beringela, barbecue coreano e estufado de trigo sarraceno (10€) ou quiabos, caril verde e pão naan (12€).

Mesmo ao lado do restaurante está outro local de paragem obrigatória. No Big Bad Bank Bar, que funciona num espaço que em tempos foi um cofre, servem-se cocktails de autor, neste caso criados por João Silva, como é o caso do Reward (8€) com vermute, beefeater, citrinos, gengibre e tomilho ou o Go Big or Go Home (11€), que leva mezcal, pêssego, alperce, lima e chá matcha.

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