Desde quarta-feira, 14 de fevereiro, que um jardim zoológico na Palestina está a ser alvo de várias críticas depois de ter decidido amputar as garras de uma leoa. O motivo? Tornar o animal “mais seguro” para todos os visitantes que quisessem brincar com ele livremente.

A forma como o procedimento foi feito não poderia ter sido mais desumano, segundo a opinião de vários ativistas que, à revista “Mirror”, revelaram que cortar as garras a um leão significa “sujeitá-lo a uma dose de dor horrível, muito semelhante à de cortar os dedos a um ser humano a sangue frio.”

Além disso, cortar as garras dos leões tem graves consequências na qualidade de vida do animal, já que atividades tão básicas como segurar comida ou subir terrenos deixam de ser possível.

“Tendo em conta que a amputação não foi feita num meio controlado e higiénico, o risco de infeção é muito elevado”, revelou à mesma publicação um dos responsáveis para associação Four Paws, especializada na promoção e defesa dos direitos dos animais.

Ao “Mirror”, o responsável do zoo defendeu o procedimento que, diz, foi justificável para “reduzir a agressividade da leoa para que fosse mais amigável perante a presença dos mais do que muitos visitantes do parque”.

Um dos veterinários que cortou as garras é da mesma opinião: “Não acho que nada tenha sido cruel, porque o nosso zoo quer dar sorrisos às crianças. A amputação não interfere em nada com a natureza do animal.”

Já não é a primeira vez que este jardim zoológico está envolvido em polémica depois de, em 2018, se ter descoberto que pelo menos 49 animais viviam em condições deploráveis — em jaulas muito pequenas e sem acesso a comida e água potável. Além disso, são vários os animais que morrem devido a bombardeamentos perto da região.