A 14 de fevereiro o amor celebra-se com lembranças, jantares românticos e toda uma panóplia de dedicações nas redes sociais. As flores, os chocolates e os presentes fazem parte de um dia que pode ser planeado ao pormenor para que nada corra mal.

Infelizmente há dias em que a lei de Murphy leva a melhor, e que, por isso, “tudo o que pode correr mal, vai correr mal”. A MAGG foi à procura das piores histórias do Dia dos Namorados. Há quem tenha dado à luz neste dia e, em vez de uma certidão de nascimento, tenha ficado com uma certidão de óbito. É mau? É. Mas também descobrimos alguém que foi pedida em casamento e perdeu a aliança no restaurante.

Matilde Bernardo, 27 anos

“Em dezembro de 2015, tive um mini flirt com um rapaz, uma coisa sem sentimento (ou assim parecia). As coisas começaram a ficar pegajosas e eu terminei com tudo, mas ele continuava a ligar. Em janeiro de 2016 apareceu-me à porta de casa e eu fiquei para morrer. Fez-se silêncio até ao Dia dos Namorados desse ano: ligou-me dezenas de vezes, primeiro por telefone e depois pelo Messenger.

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Até que recebo uma mensagem de uma amiga minha a dizer: “Apareceu aqui um rapaz em casa com uma prenda para ti”. Eu, felizmente, tinha ido visitar os meus pais e não estava em casa. Assim que soube disto soltei a ribatejana que há em mim e deixei bem claro, por extenso, que se me voltasse a contactar faria queixa às autoridades.”

Filipa Cardoso, 29 anos

“Há coisa de cinco anos, fui buscar o meu namorado ao trabalho para comemorarmos o Dia dos Namorados. A coisa começou logo a correr mal: atrasou-se uma hora e eu fiquei à espera dele. Entretanto saiu e entrámos no carro. Para nosso azar o veículo ficou sem bateria numa curva e o meu namorado acabou por ter que empurrar o carro à chuva. Pelo caminho ainda escorregou e caiu. Um belo dia, sem dúvida.”

Sónia Reis, 44 anos

“Há uns anos, eu e o meu namorado ainda não tínhamos oficializado a relação mas já gostávamos um do outro. Convidei-o, por isso, para jantar lá em casa no dia de São Valentim. Durante o jantar, toca a campainha: era o meu vizinho com uma rosa para mim, queria convidar-me para sair. Foi uma situação constrangedora.”

Dalila Garrido, 40 anos

“No Dia dos Namorados nasceram os meus dois filhos, portanto a véspera de dia 14 é passada a fazer bolos de aniversário para levaram para a escola, e a planear o dia deles. Uma vez decidimos ir jantar fora para comemorar os anos deles, mas foi impossível. Somos uma família de cinco pessoas que não se enquadrava nos jantares românticos daquele dia. Ficaram todos a olhar para nós, principalmente quando começámos a cantar os parabéns.”

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Elisabete Mendes, 36 anos

“Eu e o meu ex-namorado namorávamos há cinco anos quando fomos jantar fora para comemorar o Dia dos Namorados. A meio do jantar fui à casa de banho retocar a maquilhagem e quando cheguei os pratos já estavam na mesa. Na primeira garfada levei logo o guardanapo à boca por estar demasiado picante. O meu ex-namorado gritou: “Não! Aliança!”. Entretanto explicou-me que tinha posto a aliança no guardanapo mas que ela tinha caído. Fomos à procura dela, bem como dois empregados. Nunca a encontrámos.”

Ana Sequeira, 44 anos

“Fui internada no dia 11 de fevereiro de 2010 para ter o meu filho. A vida dá tantas voltas que o bebé acabou por nasceu no dia 14, Dia dos Namorados, entre muitas dificuldades, epidurais e afins. O médico em vez de passar uma certidão de nascimento, passou uma certidão de óbito. Não sei se era por ser Carnaval ou se estava a tentar ter piada, o que é certo é que não teve piada nenhuma.”

Rita Cardoso, 44 anos

“Eu e o meu ex-marido íamos jantar fora para comemorar o Dia dos Namorados. Fui ter com ele ao Cais do Sodré porque ele estava a tirar um curso de fotografia. O curso atrasou-se e eu fiquei mais de uma hora pendurada na estação. Ele lá chegou e fomos jantar. Durante a refeição, contou-me que tinha um convite para ir trabalhar para Espanha. E disse que ia aceitar. Sem perguntar sequer o que eu achava. Fiquei para morrer. Entretanto chegámos a casa e eu tinha feito uma decoração alusiva à data e tinha comprado uma moldura com uma foto nossa. A resposta dele foi: ‘Para que é que quero a moldura?’. Escusado será dizer que o casamento só durou mais três meses.”

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Catarina Batista, 34 anos

“Há uns anos, no dia 14 de fevereiro, fui ao oftalmologista fazer exames de rotina e depois ia jantar com o meu marido. Não me avisaram que iam dilatar a pupila e que depois eu não conseguiria ver para conduzir. Lembrei-me de uma amiga que trabalhava por perto e pedi-lhe que me fosse buscar o carro e, como é óbvio, convidei-a para jantar connosco. Conclusão: um jantar romântico a três num restaurante cheio de casais a comemorar o dia de São Valentim.”

Daniela Carrulo, 32 anos

“Há uns quatro anos, reservei um jantar num indiano. Era tudo muito bonito, mas estava muito cheio. A ideia era jantar e ir ver um filme ao cinema. No restaurante tivemos uma hora para ser atendidos e passado 1h30 ainda não tínhamos jantado. Nem as bebidas tinham vindo. Acabámos por sair do restaurante romântico e fomos comer um hambúrguer ao McDonalds e acabámos por perder a sessão de cinema. Tínhamos tudo planeado ao pormenor e nada aconteceu.”

Raquel Vilar Silva, 47 anos

“O meu marido tinha ido ter comigo com um ramo de flores na mão e tudo preparado um para um jantar romântico e uma noite fantástica. Eis que o carro decide avariar e ficar parado em pleno Rossio, à hora de ponta. Estivemos duas horas à espera de um primeiro reboque que não conseguiu rebocar o carro. Esperámos de novo mais uma hora por um reboque novo e fizemos uma viagem romântica ao lado do senhor. Não tivemos outro remédio a não ser comer os restos de pizza da noite anterior. Como sempre fizemos, demos a volta por cima e acabámos por ter uma noite romântica na mesma.”