Fotógrafa lança livro com imagens de animais velhinhos

Isa Leshko compilou em livro uma série de fotografias de animais que vivem em santuários, longe dos matadouros, circos e jardins zoológicos.

Este porco chama-se Violet, tem 12 anos e nasceu com paralisia. Vive num santuário para animais

Isa Leshko

Isa Leshko nunca pensou que estas fotos tivessem sucesso. Afinal, eram imagens tristes, tiradas a preto e branco, de animais velhos para aquilo que estamos habituados a ver, tendo em conta que a maioria é mandada para abate ainda jovem.

A fotógrafa norte-americana quis mostrar que existem alguns animais que escapam à lei da indústria e conseguem viver além do que é esperado. Das suas fotografias fazem parte cabras com 21 anos, ovelhas e porcos com 13 e até gansos com 28. Todos eles vivem em santuários de animais, locais onde os animais podem viver longe das quintas de produção em massa ou de até mesmo de circos e jardins zoológicos.

Todos os animais fotografados por Isa foram resgatados de matadouros e quintas depois da intervenção das autoridades por suspeitas de maus tratos. Em alguns casos, como o do cavalo de 28 anos, foram os donos a entregá-lo ao santuário, por já não serem capazes de cuidar dele.

Isa tem 47 anos e sempre viveu na cidade mas, sem saber bem explicar porquê, começou a sentir um certo fascínio pela vida no campo e principalmente pelos animais que lá vivem. O primeiro animal que fotografou foi um velho cavalo do cunhado e, a partir daí, começou a percorrer santuários um pouco por todo o país à procura de mais animais, aliando o gosto pela fotografia com uma certa militância em mostrar o que acontece quando os animais escapam ao abate para consumo humano.

“Os produtos de origem animal estão no nosso dia a dia, mas os animais de onde eles provêm são praticamente invisíveis”, refere, em entrevista ao “The Guardian“.

Entretanto, as fotografias foram compiladas em livro — “Allowed to Grow Up“, à venda na Amazon por 35€ — que Isa espera que sirva de alerta para que se olhe para estes animais “como indivíduos e não como mercadoria, com nome, personalidade e emoções”.

Cabra, 21 anos

Isa Leshko

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