Finlândia organiza experiência e percebe que o dinheiro dá felicidade — mas não aumenta a taxa de emprego

Um dos objetivos deste projeto era compreender se o acesso a um rendimento básico universal iria diminuir a taxa de desemprego.

Dois mil finlandeses desempregados receberam 560€ por mês

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A Segurança Social da Finlândia conduziu uma experiência inovadora. Durante dois anos, atribuiu a dois mil desempregados um rendimento básico universal de 560€ mensais. Dois meses após o término da experiência, que durou um ano, o governo finlandês divulgou os resultados preliminares.

Um dos principais objetivos deste projeto era compreender se o acesso a este rendimento básico universal iria ajudar a diminuir a taxa de desemprego. No comunicado, elaborado pela segurança social da Finlândia e pelo ministro da segurança social e da saúde, Pirkko Mattilav, percebe-se que tal não se verificou. Como se pode ver no gráfico, a taxa de desemprego não diminuiu quando comparado com o grupo de controlo, também composto por finlandeses no desemprego.

Kela

Apesar de não garantir um aumento da empregabilidade, o rendimento básico universal demonstrou que quem recebia este apoio era mais feliz. Além disso, indicou ter menos stresse, menos problemas de saúde e uma maior confiança no futuro. Os participantes indicaram também que os processos burocráticos passaram a ser mais simples para quem recebia este rendimento.

Estes dados são parte dos resultados preliminares de uma experiência conduzida pelo governo finlandês entre 2017 e 2018, com indivíduos entre os 25 e 58 anos. Este rendimento era livre de impostos e continuaria a ser pago mesmo se voltassem a ficar empregados durante o período da experiência.

O estudo tinha como objetivo compreender se a existência de um rendimento básico universal poderia (ou não) simplificar o funcionamento da segurança social, bem como se ajudaria a entrada dos desempregados no mercado de trabalho, como explica este vídeo da Segurança Social finlandesa.

Os resultados finais deste estudo poderão ser determinantes na implementação de reformas. As outras conclusões deste estudo serão conhecidas ao longo de 2019 e 2020.

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