Documentário afirma que Jesus Cristo era grego e não judeu

A longa-metragem garante que "filho de Deus" não é Jesus Cristo, mas antes Apolónio. E há provas de que este existiu, ao contrário de Jesus.

O documentário não reuniu consenso por parte do público, mas foram os comentários negativos que sobressaíram no site da Amazon

Unsplash

“Conspirações da Bíblia”, um documentário da Amazon, fez revelações surpreendentes e que contrariam uma história dada como certa no mundo do cristianismo: o “filho de Deus” afinal chama-se Apolónio e é de nacionalidade grega. “Tanto Jesus como Apolónio eram pregadores e supostamente realizaram milagres no primeiro século depois de Cristo. Ambos são descritos como tendo longas barbas”, pode ler-se no site do “Daily Mail” esta segunda-feira, 11 de fevereiro.

Segundo o “The Sun” escreve este domingo, 10, Apolónio nasceu na mesma época que Jesus, na Anatólia Central (uma região da Turquia) e ambos têm várias semelhanças, como por exemplo realizar milagres, pregar os mesmos ideais e possuírem um grande número de seguidores leais. No entanto, o documentário afirma que verdadeiro “filho de Deus” foi Apolónio.

No documentário são feitas outras reivindicações. “Há, de facto, um homem que pode ser encontrado em textos fora da Bíblia que depois a Igreja não conseguiu erradicá-lo da história. Chama-se Apolónio e nasceu no terceiro ou quarto ano antes de Cristo, em Tyana, na Anatólia. Tornou-se discípulo de Pitágoras renunciando à carne, ao vinho e às mulheres. Não usava sapatos e deixava crescer o cabelo e a barba”.

“Conspirações da Bíblia”, da Amazon Prime, vai ainda mais longe e afirma que há provas de que Apolónio existiu. “Ele [Apolónio] supostamente restaurou a vida aos mortos e falou de coisas além do alcance humano. E, ao contrário de Jesus, há evidências que provam que Apolónio realmente existiu”.

O documentário não reuniu o consenso por parte do público, mas foram os comentários negativos que sobressaíram no site da Amazon. “Peça de opinião altamente tendenciosa. Não é uma análise objetiva. Uma miscelânea de verdades, meias-verdades, falácias e conjeturas infundadas” ou “lixo puro”, ou ainda “Em lado nenhum neste documentário tu [autor do documentário] apontaste para qualquer evidência”, pode ler-se nas caixas de comentários. No entanto, há também quem considere um “excelente documentário” um “muito informativo”.

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