Farfetch vai deixar de vender artigos com pele de animal

A interdição surge na sequência de a PETA ter comprado ações da empresa de e-commerce de José Neves, sediada em Londres

A partir de dezembro de 2019, deixará de encontrar artigos em pele na retalhista de luxo online

A partir de dezembro de 2019, a Farfetch, a retalhista online do português José Neves, que comercializa artigos de luxo, vai deixar de vender produtos com pele de animais, seguindo o exemplo de outras grandes marcas de moda, como Chanel, Versace ou Michael Kors, sem esquecer a concorrente Net-a-Porter.

A decisão, anunciada no “Fashion Network”, vem na sequência de a PETA ter comprado ações da empresa de e-commerce, assim que ela entrou na bolsa, no outono de 2018. A organização de defesa dos animais atingiu o seu objetivo: participar nas reuniões e pedir “publicamente” à retalhista de luxo, sediada em Londres, que “deixasse de vender artigos em pele.”

A Human Society International, que trabalhou com a Farfetch nesta readaptação, ficou satisfeita com a nova regra. “Cada novo anúncio relativo a moda livre de peles prolonga o efeito dominó junto de estilistas e retalhistas. A revolução da moda livre de peles não mostra sinais de abrandar, e casas como Fendi ou Dolce & Gabbana, que ainda vendem peles, parecem cada vez mais desatualizadas e isoladas”, disse, citada pelo mesmo site, Claire Bass, diretora-geral da organização humanitária.

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