E se existisse uma aplicação ou serviço capaz de juntar pessoas com base na suas memórias, experiências e sensações que estivessem armazenadas nas suas mentes? Podia ser um episódio de “Black Mirror” mas é, na verdade, a história da nova série distópica da Netflix.

Chama-se “Osmosis” e passa-se no futuro. Mais especificamente numa altura em que a tecnologia avançou ao ponto de ser possível manipular e distorcer a realidade em favor de uma outra, onde as regras são bem mais cruéis e parecem saídas de um filme de ficção científica dos anos 90.

Estamos em Paris, onde grande parte da população recorre a aplicações de encontros online para encontrar o amor: mas em vez de os utilizadores se avaliarem entre si através de fotografias e conversas dentro da aplicação, é o serviço que faz uma espécie de match instantâneo — e que garante corresponder a 100% às necessidades dos envolvidos.

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Como? Através de uma análise detalhada de todas as memórias do utilizador que, quando comparadas, permitem ao sistema encontrar o par romântico de cada pessoa — atendendo às suas características genéticas e sentimentais. 

Mas os problemas, que existem sempre que a tecnologia parece ser utilizada de forma subversiva, surgem quando toda essa informação é manipulada e utilizada de forma errada e em prole de agentes e empresas de motivações dúbias.

É que analisar os cérebros de pessoas, ainda que com o seu consentimento, traz de volta experiências traumáticas e eventos que nunca deveriam ser vasculhados por terceiros.

Descodificar o amor tem um preço, e é isso que todas as personagens desta história descobrem logo desde o primeiro episódio que promete ter tanto de intenso como de violento.

A série francesa, realizada por Julius Berg (“La Forêt”) chega à Netflix a 29 de março e do elenco fazem parte alguns nomes como Hugo Becker (“L’assaut”), Agathe Bonitzer (“E Viveram Felizes Para Sempre”), Luna Cottis e Manoel Dupont (“Morrison Hotel”).