Adrian McManus foi empregada de Michael Jackson durante quatro anos, na década de 90. Numa entrevista exclusiva dada ao “DailyMailTV“, a mulher de 56 anos, acusou o rei da pop, que morreu em 2009, vítima de uma paragem cardíaca, de ser pedófilo e de ter abusado sexualmente de dezenas de crianças.

Segundo avança o jornal inglês, McManus assume que viu vários jovens rapazes a entrarem no quarto de Michael Jackson. E assistiu, como recorda, a várias “coisas perturbadoras”, enquanto trabalhava para ele: encontrou roupa interior de crianças no jacuzzi e banheiras de casa, sendo que relata que viu miúdos “praticamente nus” a andarem por casa. Viu vaselina no quarto do músico e recorda que ele tinha “uma estranha obsessão com fotografias de crianças.”

“Havia muita vaselina em Neverland, muita no quarto de Michael”, relembra. “Eu não perguntava nada, porque ele era o meu patrão e eu só fazia aquilo que era suposto, mas não conseguia deixar de pensar.”

McManus lembra ainda em que espaços da casa havia vaselina. “Estava no quarto cor-de-rosa, na casa principal. Havia no quarto do comboio que era uma espécie de sótão. Havia em todos os quartos, até no quarto do soldado”, diz na entrevista. “Estava nas gavetas. Às vezes estava nos balcões. Às vezes encontravam-no nos carros de golfe em que o Michael andava.”

A roupa interior de crianças e os banhos no jacuzzi

A ex-empregada de Michael Jackson tinha, muitas vezes, de limpar a casa após fins de semana prolongados, em que crianças andavam pelo rancho. “Encontrei roupa interior no fundo do quarto principal de Michael e dentro de um dos armários”, lembra. “Estavam [as roupas interiores] muito duras e amarelas, mas eu não sabia a quem é que pertenciam.”

“Quando ia arrumar o quarto de Mr. Jackson e estavam lá os seus convidados especiais, rapazes pequenos, estavam todos a tomar banho no jacuzzi que ele tinha no quarto”, diz. “Michael tinha a sua roupa interior a flutuar na água, juntamente com a das crianças pequenas. Se não estivessem a flutuar, estavam no chão, à volta da banheira. Encontrava coisas desses género.”

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Aquilo que McManus via era muito bizarro. Ou “estranho”, como ela descreve. “Ele dava as mãos aos rapazes pequenos e beijava-os. E eles lutavam pelo amor dele. Era um ambiente muito estranho de se assistir.” Ainda há os livros. A ex-empregada do músico encontrou vários sobre masturbação no seu quarto e uma vez ele pediu-lhe que ela cortasse fotografias de bebés nus para colocar no seu quarto, como decoração.”

A obsessão por gravar tudo e as cassetes desaparecidas

Mas o mais perturbador, diz, era a coleção de cassetes VHS que a empregada acreditava conterem material íntimo da estrela a ser filmada com crianças na década de 90, escondido numa espécie de sala de cinema na casa principal do rancho, impedindo as autoridades de encontrá-las.

Acho que eram do Michael com rapazes pequenos a fazerem coisas impróprias, que tinham de ser escondidas, porque, de outra forma, iriam levá-lo à prisão. Acho que eram cassetes de sexo”, diz a empregada — que assume que nunca viu o conteúdo daquelas gravações, mas que o facto de o músico as ter escondido era sinal de que o conteúdo era de uma “natureza sinistra.”

“Depois de ver Michael com os meninos, de lidar com a sua maneira de ser, de ver o que vi e de ouvir o que ouvi, acredito que seja verdade.” Além disso, McManus refere ainda o facto de o músico ser obcecado em filmar tudo o que ia acontecendo no rancho, contendo um armário cheio de equipamento caro para filmar e carregadores de bateria.

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“Ele tinha muitos carregadores, que estavam sempre a carregar as câmaras. Tinha um armário cheio de câmaras e baterias, para estarem sempre prontos a serem utilizados.”

O testemunho de McManus surge no seguimento do documentário “Leaving Neverland”, realizado por Dan Reed, e que será exibido em duas partes na HBO, referente às acusações de pedofilia do músico. Os produtores do filme, que contém o testemunho dos abusos continuados de que Wade Robson e Jimmy Safechuck foram vítimas, referem que estavam cientes da existência das cassetes, mas que estas nunca foram encontradas.

A antiga empregada, que tinha acesso exclusivo a várias zonas da casa, incluindo o quarto do músico, diz que o material foi escondido depois de Jordan Chandler, na altura com 13 anos, ter acusado Michael Jackson de abuso sexual, em 1993. Em 2003, o sobrevivente de cancro de 13 anos Gavin Arvizo também acusou o rei da pop, o que levou à sua prisão, julgamento e absolvição, em 2005.

McManus não tem dúvidas de que o ex-patrão era pedófilo, não tendo ficado admirada com as várias acusações.