Chauffeur Privé tira a gravata, desce os preços e passa a chamar-se Kapten

A marca prepara-se para uma expansão nacional e europeia. Porto, Genebra e Londres são as cidades onde o serviço vai estar disponível.

A Kapten opera em Portugal há quatro meses, apenas na região da Grande Lisboa

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Para os utilizadores mais assíduos, ou até para os menos frequentes, a gravata da plataforma online da Chauffeur Privé — agora Kapten — era uma imagem de marca. Vai deixar de ser assim: o serviço mudou de nome e imagem, uma estratégia definida no plano de negócios até 2020.

“Mudámos para Kapten porque queríamos um nome que fosse genérico, que funcionasse em várias línguas e que não estivesse associado a nenhum serviço em particular. Achámos que Kapten nos remete para “captain” em inglês ou “capitaine” em francês e, portanto, há aqui a sensação de uma ligação de que quem está a conduzir tem dotes de capitão, que sabe o que está a fazer e que é alguém licenciado e formado para o fazer”, afirmou Sérgio Pereira, diretor geral da Kapten Portugal, à MAGG.

Mas a principal razão que motivou as alterações na marca foi o facto de “Chauffeur Privé” ter a “conotação de ser um serviço exclusivo e caro, algo que não era nem o será agora”.

A alteração da marca surge agora como um suporte ao plano de internacionalização que a Kapten pretende realizar, nomeadamente em Portugal e no resto da Europa, em cidades como Genebra e Londres. No entanto, a marca pretende entrar no total em 15 grandes cidades europeias.

As tarifas também sofreram reduções. Atualmente, a tarifa por quilómetro é de 0,52€, enquanto que o preço anterior era de 0,60€. O valor por minuto baixou de 0,10€ para 0,08€, bem como a tarifa base que passou de 0,95€ para 0,80€. O valor mínimo por viagem não teve modificações e mantém-se nos 2,50€. O diretor geral da Kapten Portugal tem a convicção de que, com esta redução de tarifas, será possível “captar cota de mercado”, mas principalmente “alargar o serviço a cada vez mais portugueses”.

Já a tarifa dinâmica irá manter-se, uma vez que “é necessária para assegurar que o serviço funciona em alturas de muita procura e de muito trânsito”, o que torna difícil estimar o tempo em tempo real.

Para já, o Porto é a próxima cidade portuguesa a ter disponível o serviço da Kapten, algo que acontecerá ainda este ano. “O grupo está a preparar expansões noutras cidades do País. Contudo, o Porto será a seguinte porque é a segunda maior cidade e é um centro económico bastante forte. Ainda assim, obviamente que estaremos atentos a outras cidades como Braga, Coimbra, a região do Algarve”, disse Sérgio Pereira.

A Kapten foi a primeira plataforma digital de transporte individual de passageiros a possuir o licenciamento de TVDE (transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) no País, que é atribuída pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Fundada em 2012, em França, a Kapten tem atualmente mais de 20 mil motoristas e dois milhões de utilizadores. Em Portugal, onde está a operar há pouco mais de quatro meses, serve as cidades de Lisboa, Vila Franca de Xira, Mafra, Ericeira, Barreiro, Alcochete, Montijo, Sesimbra e Setúbal e tem atualmente cerca de três mil motoristas.

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