Alexandra Almeida sempre gostou de restaurantes, “mas na ótica do utilizador”, brinca. Gosta de comer bem e de comer fora, mas de cozinhar nem por isso. “O que não quer dizer que não saiba escolher aquilo que vai agradar a quem prove”, explica à MAGG.

Não foi por isso difícil para esta gestora de marketing de 51 anos deixar para trás a carreira e uma vida feita de viagens para se dedicar a um negócio de bairro. “Aliás, o ter trabalhado em marketing e ter viajado e vivido em vários países permitiu-me ver e provar muita coisa e perceber aquilo que queria ter se um dia abrisse o meu negócio”, refere.

Restaurante Sublime

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Morada: Rua Silva Carvalho, 167, Lisboa

Horário: 12-15h30 19h-23h30 (sextas, sábados e vésperas de feriado até às 2h30)

Telefone: 916895395

E aquilo que Alexandra escolheu para o Sublime, aberto em Campo de Ourique desde 10 de janeiro, agrada a quem procura comida tradicional portuguesa, mas também àqueles que, ainda que com vontade de manter todo o sabor, preferem versões mais leves e saudáveis.

Ainda nas entradas há o típico cesto de pães (2€) e patê de atum (3€), mas também guacamole (3€) e húmus (4€). Já os pratos principais são fixos e pode contar sempre com bacalhau lascado com legumes e polenta (14,9€), carne de porco à alentejana (12€) ou naco de vitela com puré de batata doce e legumes salteados (12,5€).

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Também há toda uma secção de massas, cujo prato pode ser criado pelo cliente. A base varia entre fettucine (11€), linguine (12€) e penne (10€), com molho bolonhesa, camarão e leite de coco, pesto de manjericão e nozes ou quatro queijos.

Então e quando é começamos a falar das opções mais saudáveis? É agora, quando viramos a página do menu e percebemos que existem três opções de bowls e tapas que se dividem entre “tradicionais” e “light”.

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As bowls são sempre servidas numa cama de verdes e levam caril de camarão com arroz selvagem e frutos secos (12€), queijo feta, falafel, beringel e curgete assada, cuscuz e tomate seco (10,50€) ou tataki de atum com quinoa e frutos secos (13€). E para os que ainda não acreditam que um prato destes satisfaz, Alexandra conta que desafiou o marido — “um homem de 100 quilos e quase dois metros” — a comer uma bowl ao almoço “e, por pouco, não a conseguia terminar”.

Nas tapas, para quem não quer fugir ao tipicamente português, tem à escolha os croquetes de farinheira (5€), favas guisadas com chouriço e bacon (4,5€), as pataniscas de bacalhau (7€), os peixinhos da horta (4€) ou o pica-pau (8€). Já quem optar pelo outro lado da lista, o das “Tapas light”, também não fica a perder. Há beringela recheada (4,5€), carpaccio de cogumelos (4€), ceviche de atum (9€), palitos de beterraba marinada (3,5€) ou tártaro de salmão (10€).

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Para “Terminar em beleza” — título dado àquela parte da ementa que não corta nos açúcares — há arroz doce (3€), leite creme (3€), mousse de chocolate (3€) e petit gateau (3€). Já para quem prefere “Finalizar sem peso na consciência”, como nos garante o menu”, há fruta laminada (4€), ganache de cacau (3€), mousse de manga, gengibre e menta (3€) ou mousse de maracujá e hortelã (3€).

Alexandra sabe que a concorrência é de peso, uma vez que Campo de Ourique junta em meia dúzia de quarteirões, alguns dos restaurantes tradicionais mais conhecidos da cidade. “Mas aqui, ao contrário do que acontece na maioria, a apresentação dos pratos é cuidada e dei especial atenção à decoração do espaço”, explica.

O restaurante está aberto todos os dias e, tendo em conta o horário alargado, é o sítio ideal para quem procura um jantar sem hora para acabar.