Bryan Singer. Novas acusações de abuso sexual contra o realizador de “Bohemian Rhapsody”

O jornal "The Atlantic" publicou um artigo onde surgem novas acusações contra o realizador do filme nomeado para cinco Óscares.

Algumas das alegadas vítimas dizem que foram seduzidas pelo realizador quando eram menores. Outras afirmam que foram violadas

Na mesma semana em que a biopic da banda Queen, “Bohemian Rhapsody”, recebe cinco indicações para os Óscares 2019, surgem novas acusações de abuso sexual e violação contra Bryan Singer, realizador do filme.

Uma notícia publicada pelo jornal “The Atlantic” esta quarta-feira, 23 de janeiro, fruto de uma investigação de 12 meses e com cerca de 50 fontes, traz mais acusações e alegadas vítimas de Bryan Singer.

Victor Valdovinos é um deles. O homem diz ter sido assediado por Singer nas gravações de “Apt Pupil“, em 1998, quando estava no sétimo ano de escolaridade.

Algumas das alegadas vítimas dizem que foram seduzidas pelo realizador quando eram menores, outras garantem que foram mesmo violadas. O advogado de Bryan Singer disse ao “The Atlantic” que este nega categoricamente ter feito sexo com menores e recordou que nunca foi preso por qualquer crime.

Entretanto, o realizador já respondeu ao artigo que explodiu com novas acusações. Numa mensagem enviada por um representante ao “Deadline“, considerando que se trata de um artigo homofóbico difamatório, lançado para se aproveitar do sucesso de “Bohemian Rhapsody”.

“É triste que o The Atlantic se rebaixe a este baixo padrão de integridade jornalística. Mais uma vez, sou forçado a reiterar que esta história retoma alegações de processos judiciais falsos apresentados por um grupo de pessoas de má reputação dispostas a mentir por dinheiro ou atenção. E não é surpresa que, com ‘Bohemian Rhapsody‘ a ser um êxito premiado, esta peça homofóbica tenha sido convenientemente planeada para tirar proveito do seu sucesso.”

Os jornalistas, Maximillian Potter e Alex French, defenderam em comunicado as suas reportagens como rigorosamente verificadas.

Em outubro do ano passado, o realizador tinha decidido antecipar-se à “Esquire“, garantindo que o artigo iria “reaproveitar acusações falsas e processos judiciais adulterados” com o “objetivo de manchar uma carreira” que levou “25 anos” a construir.

BryanSinger foi despedido do filme biográfico sobre Freddie Mercury, vocalista dos Queen, sendo que as causas apontadas foram um “comportamento instável” e “pouco profissional” que resultaram em ausências sistemáticas da rodagem. No entanto, o seu nome manteve-se nos créditos, apesar de ter sido substituído por Dexter Fletcher.

Em dezembro de 2017, no que foi visto como mais uma revelação do movimento #MeToo, Singer também negou a acusação de ter abusado sexualmente de um jovem de 17 anos em 2003, prometendo que iria defender-se em tribunal até às últimas consequências.

Em setembro de 2018, no que o “The Hollywood Reporter” descreveu como “um passo na reabilitação da imagem”, Bryan Singer foi escolhido para levar ao cinema nova versão de “Red Sonja”, um spinoff da banda desenhada “Conan, o Bárbaro“. O estúdio que o contratou justificou a decisão uma vez que “nenhuma das acusações parece ter credibilidade”.

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