Uber Air. Já foi exibido um dos futuros táxis voadores partilhados

Os testes serão feitos até 2020 e em 2023 espera-se que o serviço passe a estar disponível. O lançamento será feito em três cidades.

Carros que voam? Sim, está para acontecer

Há uns anos, quando imaginávamos um futuro bem longuinquo, quase utópico, pensávamos em carros voadores. Esse tempo não está assim tão longe de nós, tanto que a Uber prevê lançar em 2023 o Uber Air, o serviço aéreo composto por veículos que voam, desenhados pela Bell Hellicopter. Um modelo foi exibido em Las Vegas, a propósito da 2019 Consumer Electronics Show, que terminou na sexta-feira, 11 de janeiro.

Vai chamar-se Nexus e é uma aeronave hibrida-elétrica. A ideia é que os veículos sejam testados até 2020 e que o serviço passe a estar disponível então em 2023. Além da parceria com a Bell Helicopter, o serviço de transporte uniu-se a outros fabricantes para o desenvolvimento das aeronaves eVTOL (decolagem vertical elétrica e aterragem), de acordo com o que adianta o “The Guardian“. Entre eles estão a Aurora Flight Sciences, a Pipistrel, Embraer, Mooney e Karem da Boeing.

O serviço Uber Air faz parte do programa Uber Elevate que tem como propósitos a redução da propriedade individual de carros, alterando assim a forma como as pessoas se deslocam nas cidades, motivando as populações a partilharem veículos ou bicicletas elétricas, no caso da Uber Jump, que se prevê que chegue a Portugal em 2019, de acordo com o que o “ECO” apurou.

A expectativa do grupo de transportes norte-americano é que as eVTOL se tornem “uma forma acessível de transporte diário para as massas, ainda mais barato do que ter um carro.” Os táxis voadores vão ser lançados em Dallas, Los Angels e num terceiro local que ainda está por anunciar.

Segundo o jornal inglês, um relatório de 2016 elaborado pela Uber, percebeu que as populações de LA e Sidney passam o correspondente a sete semanas de trabalho presos no transito, sendo que “o trajeto médio em Bombaím excede os 90 minutos.

A Uber está a trabalhar com a NASA para se desenvolverem sistemas de gestão de tráfego de forma a que se possa voar de forma segura e eficiente a baixas altitudes. Está também, junto dos governos locais, a criar uma rede partilhada de portos áreos nas cidades em questão.

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