Podemos (mesmo) misturar champôs e condicionadores de marcas diferentes?

O que é mesmo importante é escolher produtos dirigidos às necessidades do seu cabelo. Mais: as máscaras não são para todas as pessoas.

Os cabelos curtos podem nem precisar da aplicação de condicionadores

Daniel Apodaca / Unsplash

Já deu por si no supermercado a olhar para as gamas capilares e a pensar que, para experimentar aquele novo champô, tem de abrir os cordões à bolsa e comprar o condicionador, a máscara e até o óleo igual?

Se sim, saiba que não tem de o fazer — de acordo com uma especialista em dermatologia, não há qualquer tipo de problema em misturar produtos de gamas ou marcas diferentes.

“Apesar de as marcas quererem vender dentro dos seus produtos e referirem que estes devem ser compatíveis e usados em conjunto, não há nenhuma incompatibilidade em usar champôs e condicionadores, ou máscaras, de marcas diferentes”, refere Leonor Girão à MAGG, da Clínica de Dermatologia do Areeiro.

Tal como explica a dermatologista, usar os produtos da mesma linha pode ser mais agradável para o cabelo ficar “com o mesmo cheiro, mas tal não é indispensável”. Desde que a “indicação da patologia esteja correta conforme a maior necessidade dos fios (indicado para cabelos oleosos, secos, finos, etc), não há problema em usar produtos diferentes”.

Tem cabelo curto? Pode nem precisar de condicionador

O cabelo é o espelho do rosto e é difícil encontrar uma mulher que não ambicione ter um cabelo saudável, bonito, brilhante e hidratado. Para tal, não deve descurar a higiene dos seus fios, mas também é importante compreender a função de todos os produtos das gamas capilares, e perceber quais são os mais indicados para si.

“Os champôs têm como função lavar e devem ser adaptados em termos de o cabelo ser oleoso, fino, mais seco, com permanente, entre outras necessidades”, salienta Leonor Girão, que explica que este tipo de produtos têm uma base lavante que “deve ser adequada à quantidade de gordura que queremos retirar do cabelo”.

Leonor Girão, médica dermatologista na Clínica de Dermatologia do Areeiro

Jose Barradas

Já os condicionadores têm como função manter a fibra capilar coesa, de forma a que não fique espigada. “O condicionador aumenta a flexibilidade do cabelo, mantendo o brilho e a elasticidade, para além de evitar as pontas quebradiças”, afirma a especialista, que refere que este tipo de produtos não deve ser aplicado no couro cabeludo, especialmente por quem tem o cabelo oleoso — a colocação na raiz pode aumentar ainda mais a oleosidade.

Caso tenha o cabelo muito comprido, denso ou áspero, deve aplicar condicionador nas pontas, de cada vez que lava o cabelo. Mas se o usar curto, e não tiver fios com necessidades extremas de hidratação, pode nem precisar de aplicar este produto. “O cabelo curto está sempre a ser cortado e as pontas são frequentemente eliminadas, por isso não é necessária a utilização de um produto cuja função primordial é manter a haste capilar coesa”, refere Leonor Girão.

Quanto às máscaras, estas devem ser utilizadas apenas uma vez por semana, e somente por pessoas com grandes necessidades de hidratação. “São só para quem tem o cabelo muito seco e muito comprido, ou com as fibras capilares mais danificadas, dado que são produtos mais concentrados”, afirma a dermatologista.

Leonor Girão recomenda ainda que use a máscara antes de entrar no duche: “Pode-se aplicar a máscara nas pontas secas, colocar uma touca, aguardar cerca de 10 minutos e retirar o produto com água no duche, para depois lavar os fios utilizando apenas o champô”.

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