Legaaal. Neste restaurante há petiscos, vinhos e canábis

Abriu em Lisboa um restaurante que vende produtos com CBD (uma das substâncias encontradas na canábis) para fumar, beber ou pôr na pele.

O restaurante aposta numa decoração vintage. Há gira-discos, telefones antigos e cadeiras recuperadas para agora sentar os clientes

Guy-David abre-nos a porta de braços abertos, fala alto, gesticula sem parar e mistura o francês, o português e o inglês até se fazer entender.

Não está em Portugal há tempo suficiente para ter aprendido a língua, mas não há como ele a apreciar o nosso vinho. Foi por isso que no Legaaal, restaurante que abriu no Bairro Alto, fez questão de forrar as paredes com as dezenas de opções de vinho português que tem à disposição dos clientes.

Legaaal

Morada: Rua da Rosa, 237, Lisboa

Horário: terça-feira a sábado 12h-15h 19h-02h (cozinha fecha às 23h30)

Escolhe o “Zé da Leonor” como o seu preferido, mas garante que qualquer um deles vai eventualmente casar na perfeição com os pratos do menu, até porque eles mudam a cada dez dias. “Nada aqui é congelado, é tudo do mais fresco que pode haver e é por isso que não temos os mesmos pratos por muito tempo”, explica o empresário à MAGG.

O menu, bastante curto, com apenas quatro entradas e quatro pratos principais, tem inspiração internacional. No dia da nossa visita gravlax de salmão (6€) e tabbouleh oriental (6€) eram duas das opções de entrada e para prato principal o chef sugeria empadão de pato (15,50€) ou bife de atum com ratatouille (12,50€). Para quem se aventurar nas sobremesas, tem à escolha uma mousse de chocolate, pêra com vinho do Porto e petit gateaux de chocolate (todas 4€).

Mas a grande surpresa deste espaço está noutro tipo de menu, aquele onde se escrevem as opções com CBD (cannabidiol), uma das substâncias que compõe a canábis, mas que não provoca efeitos alucinogénios.

Aqui vende-se em formato erva para chás ou para fumar, mas também em comprimidos e até produtos de beleza como óleos, cremes para o rosto, sabonete e champô.

Guy-David Gharbi fala com o entusiasmo de quem sabe que abriu um restaurante como poucos em Lisboa. Tão raro que, depois de 15 dias de portas abertas, viu o espaço ser vandalizado e foram-lhe roubados 15 mil euros em produtos com CBD e vinhos. “Mas em quatro dias voltámos à ação”, conta e, agora, não há quem o pare.

Escolheu Legaaal para o nome porque “legal é cool em brasileiro, boa onda” e acrescentou dois às’ à palavra porque “este é um restaurante de qualidade tripleA”.

Prepara-se para abrir uma brasserie na Bica e tem na calha dois restaurantes, um na Lapa e outro à beira-mar. E pensar que veio cá apenas para um passeio de três dias com um amigo. “Cheguei, vi Lisboa e percebi que de cá nunca mais quero sair”.

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