Pedro Boucherie Mendes: “Já fui ameaçado de morte por um travesti”

Não quer ser Dom Quixote, não é personagem de série. Foi enxovalhado nas redes sociais e diz que os portugueses não compreendem a televisão.

Para o diretor da SIC Radical, aqueles que dizem não ver televisão são os mesmos que estão a par de todas as polémicas dos reality shows

João Martins/MAGG

Pedro Boucherie Mendes trouxe Gordon Ramsay e “Breaking Bad” às televisões portuguesas, foi jurado do “Ídolos” e agora lançou um novo livro dedicado inteiramente à televisão. “Ainda Bem Que Ficou Desse Lado”, editado pela Escritório Editora e disponível por 13,95€, é um conjunto de pensamentos sobre o meio por onde se movimenta — numa altura em que plataformas de streaming, como a Neflix, vieram possibilitar um role infinito de escolhas.

Em entrevista à MAGG, o atual diretor da SIC Radical revelou tudo. De como já não tem paciência para a habitual discussão sobre a tecnologia e as suas supostas desvantagens, dos atropelos de que foi alvo nas redes sociais por um simples comentário e do medo ou desconfiança que as pessoas sentem face à televisão.

“As pessoas olham para a televisão como uma coisa gigantesca que não compreendem, e que não têm de compreender, e temem ser engolidas e trituradas pelo meio.” A explicação, para Boucherie Mendes, é simples: a televisão começou a ser temida quando se questionou o tempo que famílias despendiam em frente dela.

Ainda assim, não tem dúvidas que esse desdém foi uma ideia passada de geração em geração. Hoje são muitos os que acham que a televisão “manipula e se aproveita das pessoas” e o caso mais sonante desta realidade foi o de Filipe Pinto, o concorrente da edição de 2009 do “Ídolos”.

O jovem surpreendeu o júri com o seu talento para a música mas tinha sérias dúvidas sobre a sua permanência no concurso — precisamente porque achava que chegar ao sucesso por via de um programa era uma forma errada e comercial de subir no meio.

Em conversa à beira Tejo, houve ainda tempo para falar do estado atual do jornalismo e do entretenimento e de como o povo português se preocupa demasiado “com o que se passa à sua volta”.

O novo filme interativo de “Black Mirror” é a prova mais recente de que a Netflix está a imitar a televisão? Escolher o desfecho da história não é novidade no meio.
Não, mas é engraçado porque a série nem é da Netflix, mas sim do Channel 4, um canal britânico por cabo. A Netflix nesse aspeto tem graça porque muitos dos conteúdos originais não são deles. Não sei se não é imoral, digamos assim. No fundo seria como eu comprar uma série irlandesa para a SIC Radical e apresentá-la como uma produção original por ser o único canal português que a está a transmitir.

A primeira escolha do filme diz respeito aos cereais que a personagem principal vai comer. Foram muitos os que voltaram atrás só para tentarem perceber se o que tinham escolhido estava certo. Isto mostra que até nas escolhas mais simples temos dificuldades? É um reflexo do estado atual do mundo?
A questão da escolha tem vindo a ser estudada nos últimos 30 ou 40 anos. O que se tem vindo a perceber é que as pessoas têm medo de escolher porque têm imenso receio de deixar para trás a melhor opção. Em economia dá-se o nome de custo de oportunidade e é um conceito que as pessoas têm alguma dificuldade em aprender.

Por exemplo, ao ter aceitado esta entrevista não fui à aula de spinning no ginásio. Há esse custo de oportunidade e quanto mais nós temos receio de não escolher, menos conseguimos escolher. A questão aqui é que a maior parte das pessoas se assumem como “maximizers” porque querem que todas as suas decisões sejam 100% corretas.

Depois há as pessoas como eu, as chamadas “satisfiers”, que se contentam com uma resposta que, na maior parte das vezes é apenas 60% correta. As pessoas são muito boas a arranjar razões que justifiquem as suas escolhas e muito boas também a deixar de lado razões que as pudessem levar a escolher o outro lado.

Temos de aprender, de alguma forma, a não ser tão receosos de fazer escolhas. Até porque, na maior parte das vezes, são totalmente inócuas.

Mas de volta a “Black Mirror”…
Aquele tipo de ficção é muito baseada na série “Twilight Zone” e tem muito a ver com situações do transcendente ligadas à tecnologia e a outros fenómenos estranhos. “Black Mirror” representa o ecrã negro dos nossos equipamentos e mostra a nossa ligação com a tecnologia.

Com tudo o que isso tem de bom e de mau?
Honestamente, não tenho saco para essa conversa dos efeitos negativos da tecnologia. Se as pessoas preferirem ir a Paris de carroça, que vão. Eu prefiro ir de avião, que também é tecnologia, assim como uma escova de dentes elétrica também o é. Só que as pessoas esquecem-se de falar da tecnologia quando lhes convém. Se ela realmente faz assim tanto mal como dizem, quando forem viajar vão de carroça ou vão a pé. Fica a sugestão.

 Não me importo que me detestem, desde que seja pelas razões certas.”

Heróis de teclado são normalmente uns cobardes

Mas isso não quer dizer que a tecnologia não tenha o seu lado negativo. Sentiu isso na pele quando, recentemente, foi atropelado no Twitter por ter feito um comentário sobre pessoas que comem o pequeno-almoço fora de casa todos os dias.
Sim, claro, mas vamos lá ver uma coisa: por todos os pontos negativos que as redes sociais possam ter, há 20 ou mais vantagens que se sobrepõem.

Mas fazia uma pequena ideia do que aquele comentário iria originar?
Evidentemente que não mas não sinto sequer que tenha feito qualquer tipo de comentário provocador. Podia ter feito, mas não o fiz, e essa foi a parte que me irritou mais. Chegou a uma altura que restringi o acesso à minha conta [para que as publicações não fossem visíveis] porque estava a ser demais. Se eu gosto de ser insultado? Epá, não, mas a verdade é que quando vou ao café de manhã aquilo está sempre cheio de pessoas a tomar o pequeno-almoço.

“Então mas foi ao café de manhã?”, poderá perguntar. E sim, fui, aproveitei que fui cortar o cabelo e bebi um café. E o que vi foi pessoas a beber um sumo de laranja. Já eu tomei o pequeno-almoço em casa.

A publicação que causou polémica no Twitter

Twitter

Disse em várias entrevistas que não se importa que se irritem consigo, desde que percebam onde quis chegar. Usar o Twitter, onde está limitado a 280 caracteres, para fazer passar uma mensagem é contraditório. Ou não?
Eu quero ser compreendido mas não acordo a pensar nisso. Não me importo que me detestem, desde que seja pelas razões certas. Não me importo nada mesmo.

Sim, mas a pergunta mantém-se. E a verdade é que depois fez uma longa publicação no Facebook onde procurou explicar o seu comentário.
Vou-lhe dar um exemplo muito recente. Dei uma entrevista ao “Observador” onde elogiei os meus colegas da concorrência e a indústria. Disse também que as séries de televisão exigiam compromisso, na medida em que não se pode ver uma série de não sei quantas horas em apenas trinta minutos, e que só conhecia uma pessoa, que era eu, que tivesse visto “Os Sopranos”, “Mad Men” e “Breaking Bad” do início ao fim.

O que a mim me irrita nas redes sociais, e eu já fiz isso, é a existência de uma certa predisposição do outro para responder.”

O jornalista respondeu que haveria de haver mais pessoas que as tivessem visto, e é claro que as há. Numa publicação de Facebook, um imbecil partilhou a entrevista e destilou ódio puro porque eu disse aquilo. “Este gajo acha que só ele é que viu estas séries”, escreveu e convidou os amiguinhos a comentar, que me acusaram de ser isto e aquilo. Ódio puro.

Pedro Boucherie Mendes está ativamente nas redes sociais, como o Facebook e o Twitter

João Martins/MAGG

Esse gajo, que eu não conheço de lado nenhum e que me atacou nas redes sociais, é um imbecil e faz parte daquele tipo de pessoas que estão nas redes sociais para apanhar os “famosos” em falso porque acham que são todos uma fraude e só eles é que são perfeitos. Tudo bem, têm esse direito, só não têm o direito de insultar.

Eu respondi e veremos se não nos vamos encontrar em tribunal. Tem de haver um limite.

Incomodou-o ser enxovalhado durante semanas por um tweet?
Eu já fui ameaçado de morte por um travesti quando o Henrique Raposo foi ao “Irritações”, da SIC Radical, falar do seu novo livro  [“Alentejo Prometido”, onde o autor defendia que o suicídio e a violência doméstica eram fenómenos naturais na região]. A ameaça morreu de velhice, ou seja, nada aconteceu porque heróis de teclado são normalmente uns cobardes.

Essa coisa de querer ser compreendido e de o Twitter só ter 280 caracteres é muito bonito, mas eu não ameaço as pessoas com porrada. Durante um tempo também não as bloqueava e agora é automático. As pessoas é que perdem, acho, porque de vez em quando até digo umas coisas engraçadas.

O que a mim me irrita nas redes sociais, e eu já fiz isso, é a existência de uma certa predisposição do outro para responder.

Porque é fácil cair em cima do outro?
E sobretudo porque as pessoas se sentem interpoladas. Se eu escrever que o Marcos Acuña é o melhor lateral esquerdo do Sporting, se calhar é interessante que um outro tipo qualquer me responda que me estou a esquecer de outros. Não é partir para o insulto.

Mas lá está: não vejo as redes sociais como esse mal que veio estragar o mundo. Gostava que as pessoas que pensam assim fossem para a universidade sem redes sociais, como eu fui. Ou que vivam sem internet, e tenham de andar a tirar fotocópias ou a encomendar livros de uma livraria que só vai ter stock 15 dias depois de se fazer a encomenda.

As pessoas que têm carreiras públicas estão sujeitas a este tipo de escrutínio e eu mesmo disse coisas no ‘Ídolos’ que hoje não diria”.

Gostava que as pessoas experimentassem e me dissessem se trocariam este mundo por outro onde as redes sociais não existissem.

Por fazer vida da televisão, acha que é cada vez mais ténue a linha entre o jornalismo e o entretenimento? Refiro-me à polémica que se instaurou quando a TVI convidou Mário Machado para o “Você na TV”.
As televisões têm especificidades nos seus mercados. A televisão portuguesa é muito específica e os nossos telejornais são muito longos onde as reportagens são 100% positivas, sem qualquer tipo de contraditório. Por exemplo, ao cobrir um festival da ameijoa, o jornalista nunca diz: “Atenção, que as ameijoas fazem mal ao colesterol”. Não sei se fazem ou não, estou-me nas tintas, é apenas um exemplo.

Dizem sempre que é um festival fantástico, que leva muita gente e fica por aí. Isso é jornalismo ou é entretenimento? Não estou a criticar os responsáveis, ou a dizer que eu faria melhor ou diferente. O espectador português não se importa, e até gosta deste tipo de coberturas.

Vivemos num tempo onde há menos pessoas que controlam o fluxo de informação e, por isso, estamos sujeitos a novo e mais conteúdo com menos edição. Às vezes levamos com uma espécie de chuvada de que não estávamos à espera.

Mas devemos dar voz a pessoas como Mário Machado? Ou a Marine Le Pen, por exemplo, quando foi convidada para a Web Summit?
Não queria responder a questões políticas porque tenho um cargo onde isso ganha proporções desnecessárias. É muito fácil ter uma resposta típica de conversa de café que não nos responsabiliza. Mas se nos pedirem para ter outra resposta mais firme, teremos obrigatoriamente de tomar partido sobre a questão.

Como envolve um canal rival, prefiro não responder e assumo a minha cobardia por não querer levantar polémicas. As pessoas que têm carreiras públicas estão sujeitas a este tipo de escrutínio e eu mesmo disse coisas no “Ídolos” que hoje não diria.

As pessoas em Portugal preocupam-se imenso com o que se passa à sua volta, estão sempre a olhar. Sempre. E na maior parte das vezes, tudo aquilo que dizemos e fazemos é irrelevante.”

Porquê?
Simplesmente porque não estou para levar com as pessoas. Atenção, eu não quero ser o Dom Quixote e não sou um protagonista de uma série. Sou uma pessoa verdadeira que não quer levar com os outros a acusarem-me de tudo e mais alguma coisa. Sobretudo quando é injusto.

Não sei se vale muito a pena as pessoas estarem-se a chatear.

Pedro Boucherie Mendes acorda todos os dias às sete da manhã e vê, pelo menos, uma hora de televisão

João Martins/MAGG

Nunca lhe pediram contenção no discurso, dado o cargo que ocupa?
Não. Mas não acho, sinceramente, que tenha um discurso diferente. Nunca fui mal tratado por um jornalista ou antagonizado. E nunca me passaram a perna.

Mas é frontal, o que nem sempre é visto com bons olhos.
Temos uma maneira de ser muito peculiar que convive muito mal com a ideia de diversidade. Imagine que as pessoas não gostam de mim ao ponto de não me quererem ver à frente. Imagine também que a certa altura, alguma coisa acontece na minha vida e isso me leva a dar um rim a um puto. Depressa todos ficariam a gostar de mim.

Nunca é “epá, ele deu um rim mas eu nunca gostei daquele gajo”. As pessoas em Portugal preocupam-se imenso com o que se passa à sua volta, estão sempre a olhar. Sempre. E na maior parte das vezes, tudo aquilo que dizemos e fazemos é irrelevante. Eu disse aquilo dos pequenos-almoços? O que é que isso interessa? Ignorem.

É curioso porque aqueles que dizem que não veem televisão são os mesmos que sabem tudo o que está a acontecer e conhecem todas as polémicas dos reality shows”

Há quem diga que a televisão manipula e se aproveita das pessoas

Escreve no seu livro que dizer mal da televisão atribui uma certa superioridade moral a quem diz não ver. Criticar a televisão foi uma moda que pegou?
Foi uma coisa que foi passando de geração em geração, de pais para filhos. Quando a televisão apareceu na América, e falo da América porque é uma realidade que conheço relativamente bem, as pessoas ficaram fascinadas. Olhavam para aquela caixa e ficavam paradas a contemplá-la. E não é como se tivessem visto pouca televisão ao início. Não, a população começou a ver televisão como o caraças.

Esta ideia de um objeto capaz de fixar as pessoas como que por magia fez temer muita gente. “Então mas vocês antes estavam sempre a jogar à bola lá fora e agora estão aqui a ver televisão? O que é que se passa?”, eram só algumas das perguntas que se faziam. Daí a achar que a televisão era má foi só um pequeno passo.

Lembro-me que era garoto quando me começaram a dizer para não me aproximar muito da televisão, como se uma pessoa fosse capaz de gastar os olhos por estar mais perto do ecrã. Mas nunca ninguém me disse para deixar de jogar futebol porque isso também fazia mal aos olhos. E porquê? Também precisava deles para ver a bola.

Costumo dizer, em jeito de piada, que se a televisão tivesse existido no século XIX, as pessoas não passeavam e ficavam em casa. Eu sou de uma geração de brincar muito na rua e, quando a tecnologia apareceu, havia apenas dois canais que só começavam à tarde. Se, na altura, os desenhos animados começassem logo de manhã, provavelmente tinha perdido esta cultura de ir para a rua jogar à bola.

Mas esta ideia não é de agora. Em 1961, um discurso chamado “The Vast Wasteland” realizado pela Comissão Federal de Comunicações norte-americana já falava da televisão como uma coisa péssima. Eu não acho que seja péssima, nunca achei.

Mas irrita-o essa postura de quem diz que a televisão já viu melhores dias?
Não, não. É curioso porque aqueles que dizem que não veem televisão são os mesmos que sabem tudo o que está a acontecer e conhecem todas as polémicas dos reality shows. É comum ouvir comentários como “eu não gosto de televisão mas vi o novo programa da Cristina Ferreira, vi o ‘The Voice’, o ‘Masterchef Austrália’ e até o ‘Lip Sync Battle’.”

Quando respondo com “mas sabes que isso são programas de televisão, certo?” a resposta é sempre a mesma: “Mas são só esses que eu gosto de ver.” Agora convivo bem com isso e já nem ligo mas também não acredito que estejam a mentir quando me dizem isso.

É como o fumador que gosta de se apresentar com um ex-fumador. Se for preciso está de manhã a fumar e a dizer que até fuma pouco, que aquele é o primeiro cigarro do dia quando, na verdade, já é o terceiro ou o quarto.

Há muito essa ideia de que a televisão é impura e comercial, que manipula o que lhe convém. O receio vem daí? Da falta de verdade?
Há muito essa ideia, sim, exemplo disso foi o Filipe Pinto, o tipo indeciso do ‘Ídolos’ de 2009, que achava que chegar ao sucesso por via da televisão era uma maneira errada. Há quem diga que a televisão manipula e se aproveita das pessoas. E embora a palavra em português tenha uma carga terrível, a verdade é que nós vivemos a manipular-nos uns aos outros.

Neste caso em específico, manipulou-me para eu lhe dar esta entrevista: foi simpático, convidou-me, eu aceitei. É simples.

A fazer-se um questionário, acredito que as pessoas terão mais tendência a dizer que a televisão só diz aquilo que lhe interessa e que manipula. Mas isso todos nós fazemos: eu estou aqui consigo e só estou a dizer aquilo que me interessa dizer.”

As pessoas olham para a televisão como uma coisa gigantesca que não compreendem, e que não têm de compreender, e temem ser engolidas e trituradas pelo meio. Depois agarram-se a todos os exemplos negativos para constatar o seu ponto de vista.

Seria como eu fazer o mesmo exercício mas aplicado à polícia. Cada vez que ela agisse de forma errada e violenta, eu estaria ali para dizer “estás a ver como a polícia é isto e aquilo?”. A ideia era a mesma só que, tal como com a televisão, estaria a ignorar todos os outros momentos em que a polícia tinha agido bem.

O “Naked Attraction”, emitido na SIC Radical, é uma forma de contrariar essa tendência da falta de verdade por colocar a nu concorrentes que são escolhidos consoante o corpo? O aspeto físico tem importância na vida real e parece ser isso que o programa tenta passar.
Sim, mas nós quando escolhemos os nossos parceiros na vida real, à partida, ainda não os vimos despidos. Mas estamos sempre a avaliar. Mais do que isso, o “Naked Attraction” é uma televisão divertida. Mas não tenho a certeza, confesso, se falta assim tanta verdade à televisão como diz.

Não tem medo de dizer o que pensa e não se importa que o detestem

João Martins/MAGG

A fazer-se um questionário, acredito que as pessoas terão mais tendência a dizer que a televisão só diz aquilo que lhe interessa e que manipula. Mas isso todos nós fazemos: eu estou aqui consigo e só estou a dizer aquilo que me interessa dizer.

Sendo uma pessoa que tem de ver muitas séries, é daqueles que se força a ver uma produção mesmo que não haja ponta por onde se lhe pegue?
Levanto-me lá para as sete da manhã e vejo uma hora e tal de televisão. Com a idade uma pessoa vai dormindo menos [risos], mas também leio. Mas há umas que me ficam atravessadas e eu tenho mesmo de ver. A última que ainda não acabei foi “Narcos: México” — só porque achei uma bosta e nunca mais me lembrei de a retomar.

Texto de Fábio Martins, fotografia de joaomartins.
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