E se a ciência inventasse tomates picantes? Parece que estão a chegar

Investigadores brasileiros e irlandeses estão a estudar a possibilidade de modificar geneticamente o tomate e torná-lo picante.

O tomate picante também pode trazer benefícios para a saúde

Zoltan Tasi/Unsplash

Uns dirão que é a melhor ideia do mundo, outros que já chega de interferir com a ordem natural das coisas. Seja qual for a sua opinião sobre o assunto, a verdade é que os tomates picantes podem ser em breve uma novidade. Um grupo de investigadores brasileiros e irlandeses publicou um artigo sobre o tema na revista “Trends in Plant Science”, conforme cita esta segunda-feira, 7 de janeiro, o “Gizmodo“.

Os níveis do composto químico capsaicina, presentes nas pimentas, são difíceis de controlar — em doses significativas, podem até produzir uma sensação de queimadura. Ora o tomate tem os genes certos para se tornarem produtores de capsaicina, tal como as pimentas. Além disso, são relativamente fáceis de manipular geneticamente.

Com técnicas avançadas de engenharia genética, os investigadores defendem que conseguiriam ativar esses genes nos tomates, transformando o fruto vermelho numa verdadeira máquina de tempero. E se os amantes de picante já estão a imaginar a sua utilização em bolonhesas ou saladas, a verdade é que os tomates picantes têm outros benefícios para além dos gastronómicos.

A capsaicina pode ser encontrada em medicamentos para o alívio das dores relacionadas com artrites, entorses, costas, e muito mais. O composto químico está também associado à longevidade, uma vez que se acredita que previne doenças. Portanto, defendem os investigadores, cultivar e comer tomates picantes pode ser benéfico para a saúde.

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