Uns dirão que é a melhor ideia do mundo, outros que já chega de interferir com a ordem natural das coisas. Seja qual for a sua opinião sobre o assunto, a verdade é que os tomates picantes podem ser em breve uma novidade. Um grupo de investigadores brasileiros e irlandeses publicou um artigo sobre o tema na revista “Trends in Plant Science”, conforme cita esta segunda-feira, 7 de janeiro, o “Gizmodo“.

Os níveis do composto químico capsaicina, presentes nas pimentas, são difíceis de controlar — em doses significativas, podem até produzir uma sensação de queimadura. Ora o tomate tem os genes certos para se tornarem produtores de capsaicina, tal como as pimentas. Além disso, são relativamente fáceis de manipular geneticamente.

Futurologista da comida: “Vamos querer comer vegetais com terra”

Com técnicas avançadas de engenharia genética, os investigadores defendem que conseguiriam ativar esses genes nos tomates, transformando o fruto vermelho numa verdadeira máquina de tempero. E se os amantes de picante já estão a imaginar a sua utilização em bolonhesas ou saladas, a verdade é que os tomates picantes têm outros benefícios para além dos gastronómicos.

A capsaicina pode ser encontrada em medicamentos para o alívio das dores relacionadas com artrites, entorses, costas, e muito mais. O composto químico está também associado à longevidade, uma vez que se acredita que previne doenças. Portanto, defendem os investigadores, cultivar e comer tomates picantes pode ser benéfico para a saúde.