Branca de Neve, Rob Lowe e outros desastres na abertura dos Óscares quando não houve anfitrião

Este ano a Academia pode não ter apresentador principal para a gala. Só aconteceu uma vez, em 1989. E não foi bonito, como se vê no vídeo.

O desastre foi tão grande que a carreira de Allan Carr, o produtor responsável pela produção da cerimónia, nunca recuperou

Fontes dentro da organização da 91.ª edição dos Óscares adiantaram à “Variety” que a próxima cerimónia, marcada para 24 de fevereiro, não vai ter o habitual anfitrião, depois de toda a polémica em torno de Kevin Hart. O humorista e ator ia ser selecionado para apresentar a gala da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mas a ideia não foi para a frente depois de ter sido acusado de comentários homofóbicos, a propósito de uma série de tweets e de declarações em espetáculos de stand-up. Houve rumores de um possível regresso — por influência de Ellen DeGeneres —, mas no programa “Good Morning America” desta quinta-feira, 10 de janeiro, a possibilidade foi descartada: Kevin Hart disse que a ideia estava fora de questão.

“Produtores vão selecionar um grupo de personalidades de primeira linha para introduzir vários segmentos, em vez de estarem dependentes de um nome para dar o pontapé inicial”, disseram as mesmas fontes à “Variety. A revista adianta ainda que não foram feitas propostas a potenciais anfitriões.

Caso assim seja, os produtores da cerimónia vão avançar com uma transmissão, que dará protagonismo a diversas celebridades que marcaram o ano nos campos da música e do cinema, como é o caso de Lady Gaga, Kendrick Lamar ou Dolly Parton.

A vergonhosa abertura da 61.ª edição dos Óscares

Não é a primeira vez que a Academia opta por não ter um apresentador. Mas o acontecimento é raro e o precedente não é bom. É de lembrar aquilo que aconteceu há quase 30 anos, em 1989, na 61.ª edição da cerimónia.

Uma Branca de Neve (interpretada por Eileen Bowman) surge na abertura da cerimónia a comandar um musical de 11 minutos, onde mais figuras públicas vão surgindo, incluindo o ator Rob Lowe, que protagoniza uma dança com a princesa da Disney, numa paródia — adaptada à lá Hollywood — do tema “Proud Mary”.

O resultado foi excêntrico. Por outras palavras: foi um desastre. E tão grande que a carreira de Allen Car, o produtor de prestígio que tinha estado à frente do musical “Grease” e que tinha sido contratado para produzir esta edição — com a promessa de criar uma abertura descrita como uma “antítese do piroso” — nunca recuperou totalmente deste tiro. A Walt Disney Company chegou a abrir um processo contra a Academia, por ter utilizado a imagem da Branca de Neve.

Além disso, segundo a “Variety”, uma pessoa influente no mundo dos media foi ouvida a dizer, na festa após os Globos de Ouro, que a “perspetiva era potencialmente fatal”, dado que “os anfitriões costumam ser a maior atração para estes eventos de televisão em direto.”

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