Juliet. A app de encontros do “Black Mirror” existe na vida real

Os tempos são limitados. E só se conhece uma pessoa de cada vez. Quanto mais informação a app recolher, mais compatíveis são os matches.

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Hang the DJ” é um dos episódios preferidos do público, no universo de “Black Mirror” — no IMDb, está entre os três mais bem pontuados. É sobre uma empresa e tecnologia, que gera encontros ou relações com tempos limitados — podem ir de poucas horas, meses ou anos.

O mais assustador desta série é que os cenários que cria parecem, dentro do espectro temporal, estar muito próximas de nós. Aquilo que é representado pode muito bem vir a acontecer. Tanto assim é que um americano de 24 anos criou uma aplicação chamada Juliet — Matchmaker, inspirada na mesma que surge na distopia da Netflix.

No Reddit, publicou: “Olá, sou Julian Alexander, um programador e empresário de 24 anos. Nos últimos meses, tenho vindo a construir um matchmaker de IA chamado Juliet, que ajuda a encontrar o match perfeito.”

Na mesma publicação, conta a história sobre o que o levou a dedicar-se a isto. “Eu e os meus amigos estávamos fartos de todas as aplicações de encontros que atualmente existem no mercado, em que estamos num incessante swipe, com pouco ou nenhum resultado. Decidi resolver o problema pelas minhas próprias mãos e agitar as coisas.”

Como é que a aplicação funciona? “Criar relacionamentos reais é o objetivo principal da Juliet e é por isso que ela só faz match com uma pessoa de cada vez, com base na compatibilidade. O problema é que ela define uma data de validade para cada pessoa, o que significa que só se pode falar com aquele parceiro até que o tempo acabe. Depois, com base nessa interação e com o que a Juliet aprende, ela vai à procura de alguém mais compatível. O processo continua até ela, finalmente, encontrar o par perfeito.”

A app ainda só está disponível para iOS, sendo que a sua geografia é muito limitada. Só quem vive no Canadá e nos Estados Unidos é que a pode descarregar. Na publicação do Reddit, que foi feita a 3 de janeiro, Julian Alexander foi dando conta da quantidade de utilizadores que fizeram o download da Juliet. Começou por 100, sendo que o número subiu muito rapidamente: passou para 300, depois 500, 1000 e 1500, o último número disponibilizado.

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