O projeto desta dupla sempre foi o das máquinas de venda automática, ainda que o primeiro passo tivesse sido dado numa loja física na Avenida de Roma.

“Queríamos dar a conhecer os produtos e aproximarmo-nos mais dos clientes”, explica à MAGG Patrícia Sá, mas isto apenas enquanto as máquinas feitas especialmente para os produtos da Take Fresh não estavam prontas. Tiveram que ser feitas à medida, para acompanhar o processo meticuloso com que tudo por aqui é feito.

Patrícia Sá e João Bernarda importaram uma ideia que viram nascer nos Estados Unidos e, em 2015, criaram a Take Fresh, uma marca de produtos saudáveis para ser posta a venda em máquinas pela cidade. Seguiram-se tempos de criação de receitas, embalamentos, abriram a loja e, agora, finalmente, cumprem o sonho de ver comida saudável em máquinas de venda.

Os piores alimentos que encontrámos à venda no bar de cinco escolas

Aqui não há croissants com creme, bolachas de chocolate ou refrigerantes. Com a ajuda de um chef e de um nutricionista criaram quatro receitas de saladas e cinco snacks que caem nas mãos dos clientes depois de inserirem moedas.

Ainda que todas as saladas tenham como base alface e outros verdes, existem ingredientes chave que as distinguem. A salada camponesa (6,60€) leva beterraba, queijo feta e arroz integral, a Mexicana (6,40€) com abacate, feijão vermelho, tomate e pimento assado, a Fresh (7,50€) com bulgur, salmão, laranja e brócolos e a Oriental (6,90€) com frango, ervilhas, curgete e quinoa.

Há ainda palitos de cenoura, pepino e aipo com húmus (2,70€), que podem servir de entrada ou de snack. Para sobremesa ou lanche, há dois tipos de pudim de chia (3,20€) — maçã ou framboesa —, bolinhas energéticas (2,60€) e snacks feitos com chocolate preto e frutos secos (2,80€).

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A loja da Avenida de Roma fechou e, agora, todas estas refeições saudáveis estão disponíveis em máquinas de venda automática. Para já apenas na estação de metro da Baixa-Chiado, mas Patricia garante que depressa vão ser vistas noutros pontos da rede.

“Como a oferta é limitada, a ideia é estarmos em locais com grande rotatividade de pessoas”, explica a responsável pela marca. É o caso do metro, mas também do aeroporto, polos empresariais e hospitais. “Queremos finalmente dar uma oferta saudável no setor das máquinas de venda e, além disso, numa só compra oferecer uma refeição completa”.