Reino Unido. Venda de cães e gatos bebés proibida nas lojas

Quem quiser adquirir uma cria terá que se dirigir obrigatoriamente ao criador, para evitar situações de exploração e maus tratos.

Uma campanha lançada no início do ano recolheu assinaturas suficientes para o tema ser debatido no parlamento

É um novo passo para acabar com a rede de negócio de animais. A venda de cães e gatos com menos de seis meses em lojas de animais vai ser proibida no Reino Unido a partir de 2019.

Segundo o “The Guardian”, o governo britânico quer, desta forma, acabar com a exploração e maus tratos que muitos animais sofrem em algumas lojas, obrigando os interessados a dirigirem-se aos criadores para os adquirirem.

Assim, evitam-se os intermediários que muitas vezes tiram os cães e gatos bebés às mães logo que nascem, submetendo-os a longas viagens até chegarem ao local de venda. Este facto, argumentam os defensores dos direitos dos animais, tem contribuido para aumentar o risco de os cães contraírem doenças.

A medida do ministério britânico do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais segue a lei que entrou em vigor a 1 de outubro que impede o negócio de crias com menos de oito semanas de idade.

“Esta proibição de terceiros em vender cães e gatos bebés é parte do nosso compromisso em assegurar que os animais de estimação mais amados do país tenham um bom começo de vida“, afirmou David Rutley, secretário de estado do Bem-estar Animal, ao anunciar a decisão no domingo dia 23.

No discurso, o governante congratulou a campanha denominada “a Lei de Lucy” que, com mais de 150 mil assinaturas, levou o tema a ser debatido no parlamento e culminou nesta lei.

Apesar de o calendário parlamentar não dar uma data certa para que o diploma entre em vigor, o promotor da campanha, Marc Abraham, considera esta proibição uma vitória para todos os ativistas, cães e gatos do Reino Unido.

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