“Making a Murderer”. Steven Avery pode sair em liberdade

A advogada do protagonista da série da Netflix pretende apresentar às autoridades provas cruciais que podem inocentar o seu cliente.

Steven Avery foi condenado em 1985, e libertado 18 anos depois. Em 2005, regressou à prisão

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A história de Steven Avery, o protagonista da série documental da Netflix “Making a Murderer”, é feita de reviravoltas e, a poucos dias do final do ano, pode estar a chegar a maior de sempre: Kathleen Zellner, a advogada de Steven Avery, acredita vir a ter provas que garantem a inocência do seu cliente, e já deixou saber que pretende apresentá-las à justiça no dia 20 de dezembro.

No Twitter, a advogada conhecida por ganhar casos impossíveis, escreveu uma publicação onde afirma que irão decorrer novos testes de ADN a um conjunto de ossos encontrados na pedreira do condado de Manitowoc, e que acredita que esses testes irão provar que os ossos pertencem a Teresa Halbach, a fotógrafa encontrada morta em 2005, cujo homicídio foi atribuído a Steven Avery.

Se os ossos pertencerem de facto a Teresa Halbach, Kathleen Zellner escreve também no Twitter que fica mais do que provado que o assassínio e mutilação da fotógrafa decorreram neste local, e que os ossos foram depois plantados na propriedade de Steven Avery, com o propósito de incriminar o norte-americano natural do Wisconsin.

“Se for possível, temos sempre de criar uma dúvida razoável, apresentando uma teoria alternativa para os acontecimentos que bata certo com as provas”, declarou a advogada à revista “OK!”, acrescentando que “é assim que se ganha um caso de homicídio”.

Kathleen Zellner é a advogada encarregue do caso de Steven Avery

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Aos 61 anos, Kathleen Zellner é famosa por ganhar casos de peso, mesmo quando tudo se pensava perdido. Na sua carreira, a advogada já venceu cerca de 19 processos do género e está convencida que estas novas provas de ADN serão suficientes para inocentar Steven Avery.

A vida de Avery mudou completamente de rumo quando, em 1985, foi preso por agressão sexual e tentativa de homicídio. Condenado a 20 anos de prisão por estes crimes, o trabalhador metalúrgico foi libertado 18 anos depois, quando novos testes de ADN comprovaram a sua inocência.

Mas em novembro de 2005, Steven Avery é novamente aprisionado: é condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo assassinato de fotógrafa Teresa Halbach.

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