A história de Steven Avery, o protagonista da série documental da Netflix “Making a Murderer”, é feita de reviravoltas e, a poucos dias do final do ano, pode estar a chegar a maior de sempre: Kathleen Zellner, a advogada de Steven Avery, acredita vir a ter provas que garantem a inocência do seu cliente, e já deixou saber que pretende apresentá-las à justiça no dia 20 de dezembro.
No Twitter, a advogada conhecida por ganhar casos impossíveis, escreveu uma publicação onde afirma que irão decorrer novos testes de ADN a um conjunto de ossos encontrados na pedreira do condado de Manitowoc, e que acredita que esses testes irão provar que os ossos pertencem a Teresa Halbach, a fotógrafa encontrada morta em 2005, cujo homicídio foi atribuído a Steven Avery.
We are pleased to announce that one of the world's leading DNA experts, Dr. Richard Selden @drrichardselden, is willing to test the bones in the Manitowoc County Gravel Pit with new Rapid DNA ID. If this testing is allowed, we believe the bones will be Ms. Halbach's.
— Kathleen Zellner (@ZellnerLaw) 17 de dezembro de 2018
Se os ossos pertencerem de facto a Teresa Halbach, Kathleen Zellner escreve também no Twitter que fica mais do que provado que o assassínio e mutilação da fotógrafa decorreram neste local, e que os ossos foram depois plantados na propriedade de Steven Avery, com o propósito de incriminar o norte-americano natural do Wisconsin.
This will prove the murder and mutilation occurred in the Manitowoc County Gravel Pit and the bones were planted in Mr. Avery's burn pit to frame him.
— Kathleen Zellner (@ZellnerLaw) 17 de dezembro de 2018
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“Se for possível, temos sempre de criar uma dúvida razoável, apresentando uma teoria alternativa para os acontecimentos que bata certo com as provas”, declarou a advogada à revista “OK!”, acrescentando que “é assim que se ganha um caso de homicídio”.
Kathleen Zellner é a advogada encarregue do caso de Steven Avery
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Aos 61 anos, Kathleen Zellner é famosa por ganhar casos de peso, mesmo quando tudo se pensava perdido. Na sua carreira, a advogada já venceu cerca de 19 processos do género e está convencida que estas novas provas de ADN serão suficientes para inocentar Steven Avery.
A vida de Avery mudou completamente de rumo quando, em 1985, foi preso por agressão sexual e tentativa de homicídio. Condenado a 20 anos de prisão por estes crimes, o trabalhador metalúrgico foi libertado 18 anos depois, quando novos testes de ADN comprovaram a sua inocência.
Mas em novembro de 2005, Steven Avery é novamente aprisionado: é condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo assassinato de fotógrafa Teresa Halbach.
