Vamos ajudar quem mais precisa?

Para muitos o Natal é família, mas para outros significa apenas tristeza. Este texto é para todos aqueles que precisam mais de nós.

Esta altura do ano pode ser sempre um bom pretexto para ajudarmos alguém.

Para Onde

Como de certeza já repararam, muitos dos meus últimos artigos têm sido – ou estão relacionados – com o Natal. Já não é novidade que vivo esta época como uma verdadeira criança, mas isso não significa que, ao mesmo tempo, não seja adulta e me lembre de coisas menos boas. Coisas que eu gostava que não existissem neste mundo. Mas, infelizmente, acho que tal só é possível nos contos de fadas que nos contam em pequeninos.

E porque Natal significa também saber dar amor ao mais próximo, nunca é demais relembrar todas as consciências que existem pessoas que precisam de nós. Essas pessoas podem ser um familiar ou pode ser aquela senhora que todos os dias vimos quando saímos de casa e apanhamos o metro para o trabalho.

Sei que não é apenas em dezembro que devemos dedicar alguns minutos a pensar nisto, mas também não critico quem opta por ajudar mais nesta época festiva. Todos os momentos são bons para apoiar alguém, independentemente da altura do ano que seja. E se é no Natal que todos nós, cidadãos, abrimos mais os olhos para aquilo que nos rodeia, há que saber tirar proveito.

Exatamente por isso, hoje dedico estas minhas palavras a apelar ao nosso lado mais humano. Nunca sabemos como será o dia de amanhã. Não há dia que não diga isso a mim mesma. Num segundo temos tudo aquilo com que sempre sonhamos, mas na semana seguinte o mundo que conhecemos pode deixar de existir. Há que saber dar valor ao que o universo nos dá, mas também saber retribuir.

Felizmente existem pessoas com um coração grande e que diariamente lutam pela felicidade e bem-estar do outro. Cujo propósito de vida é ajudar o mais próximo. E de um momento para o outro essa pessoa multiplica-se por outras dez ou vinte e, daqui, nascem as associações de cariz social.

Os voluntários que, sem pedir nada em troca, saem (por exemplo) todas as noites de casa e vão aquecer o estômago dos mais carenciados. Mas mais do que esse conforto, eles levam também uma palavra de amor, uma palavra de carinho que provoca o sorriso em alguém. Podemos não ter a capacidade de oferecer um teto, mas temos toda a capacidade para dar afeto. E agora que se aproxima o Natal, não é durante estes dias que estes sentimentos se cruzam mais frequentemente no nosso pensamento?

De Norte ao Sul do País, são várias as instituições e associações que ajudam quem mais necessita.

Deixo-vos aqui três sugestões:

LBD – Legião da Boa Vontade (Lisboa, Coimbra, Porto)

CASA – Centro de Apoio ao Sem Abrigo (Lisboa)

Associação dos Albergues Noturnos (Porto)

São apenas alguns dos excelentes exemplos dos quais nos devemos orgulhar. Mas, como tudo na vida, não sobrevivem do ar. E não confundam: ser voluntário tem muitas interpretações. Não só significa ajudar a distribuir comida, mas também significa entre o vosso grupo de amigos juntarem toda a roupa que não precisam e distribuírem não só nas ruas mais próximas das vossas casas como em associações que vão com certeza aceitar de muito bom grado a vossa ação.

Atenção: não quero parecer de todo moralista. Escrevi este artigo com a melhor das intenções, a de vos sugerir que percam, nem que sejam uns minutos do vosso dia, a pensar nisto. Eu fiz precisamente isso e é, nesse seguimento, que decidi lançar-vos o mesmo desafio. A verdade é que, quando se precisa, toda a ajuda é bem-vinda.

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