Na Gato Gelados não entra açúcar — tudo é adoçado com stevia

Fica no Beato, em Lisboa, e os gelados são feitos com fruta da época. Agora, há de romã, tangerina ou pêra rocha.

Os geados podem ser pedidos em três tamanhos e os preços variam entre os 2,5€ e os 6€

João Vaz abriu um negócio de gelados saudáveis, mas não o fez para seguir a moda do sem açúcar. É diabético tipo 1 e, ainda que em casa consiga controlar o que come, sempre que lhe apetecia um gelado a coisa complicava.

“Não como açúcar há 15 anos e quase que já tinha desistido da ideia de poder voltar a comer gelados”, conta à MAGG.

Quando percebeu que a stevia podia substituir o açúcar, começou a fazer em casa, primeiro para si, depois para os amigos e, mais tarde, para todos os que tivessem curiosidade em experimentar.

Chegou até a plantar stevia — uma planta que, ainda que adoce, não altera os níveis de açúcar do sangue — num campo dos avós no Alentejo. O negócio não durou mas fez com que ficasse com uma boa rede de contactos e agora, sabe qual é a melhor alternativa ao açúcar para preparar os gelados que passou a vender numa loja aberta desde o início de dezembro, no Beato.

Foi buscar o nome Gato Gelados a um dos seus apelidos — Gato — e as receitas àquilo que a natureza dá. “Trabalhamos com produtos da época e, por isso, se vier agora, encontra gelados de romã, tangerina e pêra rocha”, explica. Mas também há sabores mais tradicionais, como o chocolate, baunilha ou morango e os de fruta são todos veganos.

Os preços variam consoante o tamanho do copo — pequeno (2,5€), médio (3,5€) ou grande (6€) —, no qual pode juntar os sabores que quiser. “Ainda assim, e por uma questão lógica, aconselhamos a que o copo pequeno tenha, no máximo, três sabores, o médio ente três e quatro e o grande, quatro sabores”.

Gato Gelados

Morada: Rua do Grilo, 65A, 1950-153

Horário: 10h-18h30 (fecha ao domingo)

João Vaz é um dos participantes do From Start-to-Table, um novo programa de aceleração da Startup Lisboa especializado no sector da restauração, e, caso seja vencedor, já tem destino para o prémio de 10 mil euros: “Além de aproveitar a projeção que o prémio dá, quero apostar na formação da equipa para evoluirmos nas receitas. Quero tirar, por exemplo, o leite da lista de ingredientes, para que fiquem ainda mais saudáveis”.

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