Está a chegar à Netflix um documentário sobre um crime bizarro e uma condenação injusta

Chama-se "O Inocente" e conta a história de um homem que esteve no corredor da morte durante 11 anos por um crime que não cometeu.

A investigação só viria a estar concluída 11 anos depois

Netflix

Depois do sucesso de “Making a Murderer”, vem aí mais uma série documental da Netflix baseada num crime real e bizarro que chocou os cidadãos de Ada, estado de Oklahoma, nos Estados Unidos. Chama-se “O Inocente” e promete ser o próximo vício de todos os amantes de documentários sobre assassinatos e investigações insólitas que parecem nunca condenar o verdadeiro culpado.

A história da nova série da plataforma de streaming acompanha a vida de Ron Williamson, um homem aparentemente normal que, em 1988, é condenado à morte depois de ser acusado do assassinato e violação de uma mulher. Apesar de durante todo o processo ter declarado a sua inocência, nunca foi capaz de demover o júri.

Tudo mudou passados 11 anos, em 1999, quando os investigadores encontraram novas provas, como vestígios de ADN, que confirmavam a sua inocência e o ilibavam de todas as acusações. Porém, o dano estava feio e a sua reputação tinha ficado para sempre manchada. Ron Williamson viria a morrer em 2004 de cirrose.

A história de Ron Williamson tornou-se conhecida quando o escritor John Grisham a abordou no seu livro, “The Innocent Man: Murder and Injustice in a Small Town”, que viria a tornar-se num best-seller nos Estados Unidos da América.

A série documental vai incluir várias entrevistas à família e amigos das vítimas, cidadãos da pequena vila de Ada, bem como a advogados, jornalistas e outras figuras que acompanharam o caso do início ao fim. Ao longo dos episódios vão ser apresentadas várias filmagens e fotografias de arquivo recolhidas durante toda a investigação, incluído testemunhos do próprio acusado, que morreu há 14 anos.

“O Inocente”, criada por Ross M. Dinerstein (“1922”), Clay Tweel (“Finders Keepers”), conta com seis episódios e chega à Netflix a 14 de dezembro.

Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. [email protected]